segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mentoria Farmacêutica: como desenvolver sua carreira no setor regulado com Ricardo Murça

 

Mentoria Farmacêutica: como desenvolver sua carreira no setor regulado com Ricardo Murça


O que é uma mentoria e qual a sua importância na carreira farmacêutica?

A mentoria é um processo de aceleração profissional estruturado no qual um profissional sênior e experiente (o mentor) compartilha sua vivência prática, erros, acertos e visão estratégica com outro profissional (o mentorado). Diferente de um curso teórico tradicional de pós-graduação, a mentoria não se limita à teoria do papel: ela foca na solução de problemas reais do dia a dia, no direcionamento de carreira e na transferência direta de conhecimento aplicável.

No setor farmacêutico — especialmente em áreas altamente complexas e reguladas pela ANVISA, Vigilância Sanitária e CRF —, a mentoria encurta caminhos e evita que o profissional cometa falhas graves por falta de vivência prática em campo.

Mentoria Farmacêutica Especializada: foco em Transportes, Porto e Logística

O mercado de transporte de medicamentos, insumos, cosméticos e correlatos, somado às operações portuárias, aeroportuárias e retroportuárias, oferece excelentes oportunidades de remuneração e crescimento. No entanto, a faculdade e os cursos tradicionais raramente preparam o farmacêutico para lidar com um contêiner retido, uma fiscalização da ANVISA em zona primária ou a elaboração de Boas Práticas de Transporte (RDC 430/2020).

Pensando nisso, Ricardo Murça oferece uma Mentoria Farmacêutica Exclusiva voltada para profissionais que desejam ingressar, se consolidar ou migrar para o setor de transporte e logística regulada.

Pilares da mentoria com Ricardo Murça

Com 23 anos de atuação técnica e corporativa e mais de 30 anos no setor farmacêutico, Ricardo Murça conduz o profissional por meio de uma mentoria prática e personalizada, abordando:

  1. Gestão e Planejamento de Carreira: Como posicionar seu currículo e perfil profissional para ser contratado por operadoras logísticas, transportadoras e armazéns alfandegados em Santos, na Baixada Santista e em São Paulo.

  2. Transição de Carreira: Orientação passo a passo para o farmacêutico que atua em drogaria, farmácia de manipulação ou hospital e deseja migrar com segurança para a área de Assuntos Regulatórios, Transporte e Responsabilidade Técnica (RT).

  3. Capacitação e Transferência de Conhecimento Prático: Entendimento real sobre trâmites de DTA, DI, atuação em portos, aeroportos e recintos alfandegados, além de postura em inspeções sanitárias do CRF e da Vigilância Sanitária.

  4. Suporte Técnico e Resolução de Dúvidas: Canal aberto para discutir cases reais, dúvidas sobre elaboração de POPs, Manual de Boas Práticas e adequação de rotinas operacionais em campo.

Para quem é esta Mentoria?

  • Farmacêuticos que desejam atuar como Responsáveis Técnicos (RT) em transportadoras e distribuidoras, portos, aeroportos e recintos alfandegados, além de operações de logística;

  • Profissionais que buscam migrar do varejo farmacêutico para o mercado corporativo B2B e logística portuária.

  • Recém-formados ou pós-graduandos que precisam de segurança técnica e vivência prática para assumir novos desafios na área regulatória.

Invista no seu próximo passo profissional

Construir uma carreira sólida na farmácia logística e no setor portuário exige direcionamento certo e acompanhamento de quem conhece a rotina operacional por dentro.


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Consultoria ANVISA e licenciamento em Santos: A experiência prática de Ricardo Murça em operações portuárias e aeroportuárias


Consultoria ANVISA e licenciamento em Santos: A experiência prática de Ricardo Murça em operações multimodais.

A Complexidade Regulatória no Transporte e na Logística de Importação/Exportação

Operar na logística de produtos sujeitos ao controle sanitário — como medicamentos, insumos farmacêuticos, cosméticos, correlatos e saneantes — exige muito mais do que conhecimento teórico da legislação. Quando a operação envolve o Porto de Santos, aeroportos internacionais em São Paulo, recintos alfandegados, trânsito aduaneiro (DTA) e desembaraço com Declaração de Importação (DI), o menor gargalo regulatório pode resultar em contêineres retidos, custos astronômicos de demurrage e autos de infração.

Nesse cenário de altíssima exigência, contar com um farmacêutico responsável / responsável técnico experiente não é um luxo operacional, mas uma necessidade estratégica para a manutenção da licença de operação e a segurança jurídica da sua empresa.

Por que Ricardo Murça é a escolha certa para a sua empresa?

Se você procura um consultor em assuntos regulatórios que não apenas lê resoluções, mas que já vivenciou na prática as mais diversas situações de fiscalização e campo, Ricardo Murça é uma excelente opção de consultoria ou responsabilidade técnica.

Com 23 anos de experiência técnica e corporativa, a trajetória de Ricardo Murça foi moldada no coração do maior complexo logístico e portuário da América Latina, atuando diretamente em:

  • Operações de Transporte de Container e Carga Regulada: Suporte técnico para transportadoras de carga lotação e fracionada, garantindo conformidade com as Boas Práticas de Transporte (RDC 430/2020 e atualizações).

  • Recintos Alfandegados e Zonas Primárias/Secundárias: Vivência prática nos trâmites de adequação sanitária para operadores logísticos e armazéns em Santos e na Região Metropolitana de São Paulo.

  • Processos Aduaneiros (DTA e DI): Visão integrada sobre os requisitos da Vigilância Sanitária em portos e aeroportos para a movimentação contínua sob regime de Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) e desembaraço de DI.

  • Licenciamento ANVISA e Visa Local: Atuação estratégica do início ao fim para obtenção de Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), Licença Sanitária Municipal, Laudo Técnico de Avaliação (LTA) e registros no CRF-SP.

  • Logística promocional: Operações de logística promocional farmacêutica, cross docking, milk run, door-to-door, linhas de transporte e muito mais.

  • Gestão da qualidade: hoje não é luxo, é exigência da legislação. Não se trata de implantar ISO, se trata de controle e manutenção de registros, com o mínimo de burocracia e o máximo de economia de recursos.

Consultoria ANVISA sob medida em Santos e São Paulo

A Vigilância Sanitária e a ANVISA cobram rigor técnico impecável quanto à cadeia de frio, controle de temperatura, rastreabilidade, elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e treinamento de equipe.

Muitos profissionais até se assustam com as exigências e transformam aquilo que pode ser simples e completo em um arcabouço burocrático e técnico sem necessidade. 

Atuando em Santos, no ABCD, em Guarulhos e em toda a Grande São Paulo, a consultoria ANVISA prestada por Ricardo Murça entrega soluções ágeis para:

  1. Regularização de empresas e concessão de AFE/AE.

  2. Atuação ou suporte ao farmacêutico responsável técnico (RT).

  3. Auditorias preventivas e defesa de notificações e Autos de Infração.

  4. Adequação sanitária de galpões e frotas de transporte.

  5. Outros serviços - consulte os canais oficiais ou entre em contato

Fale com quem entende a sua operação de ponta a ponta

Não deixe a regularidade da sua transportadora, operadora logística ou distribuidora nas mãos de soluções genéricas. Escolha um profissional com vivência real no setor regulado e no comércio exterior.

Busca por Acupunturista em Santos e no Gonzaga? Conheça os Cuidados Integrativos para Dor, Insônia e Saúde da Mulher

 Busca por Acupunturista em Santos e no Gonzaga? Conheça os cuidados integrativos para dor, insônia e saúde da mulher


A busca por qualidade de vida na Baixada Santista passa, cada vez mais, pelo cuidado integrativo com o corpo e a mente. Seja para quem procura o atendimento presencial no consultório ou prefere a comodidade do atendimento domiciliar, encontrar uma referência qualificada faz toda a diferença para obter resultados duradouros e seguros. Se você busca por um acupunturista em Santos, especialmente na região do Gonzaga, compreender como a Medicina Tradicional Chinesa atua é o primeiro passo para resgatar sua energia diária.

Referência em Atendimento: O olhar científico e humano

Quando os pacientes procuram o suporte de quem é considerado a melhor acupunturista de Santos, o que eles realmente buscam não é apenas a aplicação técnica de agulhas, mas uma escuta atenta combinada com embasamento científico. Com mais de duas décadas de experiência na área da saúde, a farmacêutica Dra. Marcela Alves Murça uniu a precisão acadêmica ao diagnóstico milenar oriental. Esse olhar cuidadoso traz segurança para quem deseja agendar com um acupunturista em Santos capaz de avaliar o organismo de forma ampla.

Tratamento para dor aguda e crônica

A rotina urbana e o estresse frequentemente se manifestam na forma de desconfortos físicos intensos. O tratamento integrativo é altamente eficaz no combate à dor aguda e crônica, oferecendo alívio real para problemas frequentes como a tensão muscular, dor nos joelhos e a incômoda dor nas costas.

Através da regulação do fluxo energético e da liberação de endorfinas pelo próprio corpo, o plano terapêutico reduz a rigidez e recupera a mobilidade. Quem procura a melhor acupunturista de Santos encontra protocolos direcionados exatamente para sanar a tensão muscular, abrandar a dor nos joelhos e eliminar a dor nas costas, permitindo retomar as atividades cotidianas com liberdade.

Equilíbrio Emocional: Alívio para insônia e ansiedade

O impacto do ritmo acelerado também afeta diretamente o sistema nervoso. Quadros frequentes de insônia e ansiedade roubam a vitalidade e impedem a recuperação física adequada durante a noite.

O acompanhamento com um acupunturista em Santos, com fácil acesso a quem reside ou trabalha no Gonzaga, atua na regulação dos neurotransmissores responsáveis pelo relaxamento. O reequilíbrio do organismo reduz a ansiedade e combate a insônia, proporcionando noites de sono reparadoras e dias com mais foco e tranquilidade.

Cuidados especiais para a saúde da mulher

A saúde feminina exige protocolos específicos para cada fase da vida. O tratamento dedicado às questões da mulher abrange o reequilíbrio do ciclo menstrual, auxiliando no manejo de sangramentos irregulares, dores e menstruação.

Além disso, durante a maturação hormonal, a terapia integrativa oferece um suporte indispensável na menopausa, aliviando os desconfortos causados pelos calores noturnos e pela oscilação dos hormônios. O cuidado focado nas questões da mulher devolve o bem-estar físico diante dos oscilantes hormônios, ameniza os calores típicos da menopausa, além de regular os sangramentos e desconfortos da menstruação.

Acolhimento focado na saúde dos idosos

Na melhor idade, a manutenção da autonomia física é prioridade. Os idosos se beneficiam enormemente da terapia integrativa, que fortalece o sistema imunológico, melhora a circulação e previne quedas ao tratar a fragilidade articular. Para os idosos, poder contar com a opção de atendimento domiciliar traz ainda mais conforto e conveniência para filhos e cuidadores, evitando deslocamentos desnecessários e garantindo a continuidade do tratamento no aconchego do lar.

Seja através do atendimento presencial no consultório ou por meio do atendimento domiciliar, a dedicação em oferecer o melhor cuidado consolida a Dra. Marcela Alves - Acupunturista como a melhor acupunturista de Santos. Moradores do Gonzaga e de toda a cidade têm ao seu dispor um canal direto para restaurar a saúde e prevenir novos desconfortos de forma integral.

Entre em contato

Marcela Alves - Acupunturista

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Encontro: quando descobri sobre o que realmente escrevo

 Encontro: quando descobri sobre o que realmente escrevo

Durante muito tempo achei que meu maior desafio como escritor era aprender a escrever pouco.

Quem já tentou publicar em jornais sabe o quanto é difícil condensar uma ideia complexa em poucas linhas. Foi esse o primeiro obstáculo quando comecei a escrever para a Tribuna do Leitor. Cortar palavras, eliminar excessos e preservar o sentido exigiram um exercício constante de síntese.

Depois veio outro desafio, talvez ainda maior: encontrar uma voz.

Escrever não é apenas organizar frases. É descobrir de que lugar se fala. Há textos que informam, outros convencem, outros denunciam. Eu ainda buscava compreender qual era, de fato, a natureza daquilo que escrevia.

Com o tempo, os temas começaram a surgir naturalmente. Bastava caminhar pela cidade, entrar numa escola, observar uma fila, uma conversa, uma família, um cruzamento de trânsito ou um atendimento em um comércio.

Eu acreditava estar escrevendo sobre mobilidade, educação, política, ética, saúde, relações familiares ou cidadania.

Até perceber que não.


O cotidiano nunca foi o assunto

Essa talvez tenha sido a maior descoberta da minha caminhada como escritor.

O trânsito nunca foi apenas trânsito.

A escola nunca foi apenas escola.

A corrupção nunca foi apenas política.

A ironia nunca foi apenas uma figura de linguagem.

Todos esses temas tinham algo em comum: serviam apenas como ponto de partida.

O verdadeiro assunto sempre foi o comportamento humano.

O cotidiano tornou-se meu laboratório de observação. É nele que aparecem nossas escolhas, nossas contradições, nossos valores, nossos medos, nossas virtudes e nossas incoerências.

Uma vaga de estacionamento pode revelar mais sobre convivência do que sobre mobilidade.

Uma discussão entre pais e escola pode dizer mais sobre autoridade do que sobre educação.

Um texto sobre bicicletas pode, na verdade, ser um texto sobre planejamento urbano e respeito ao espaço coletivo.

Percebi que eu nunca escrevia sobre acontecimentos. Escrevia sobre pessoas.


Menos respostas, mais investigação

Essa descoberta também mudou minha forma de escrever.

Durante algum tempo, pensei que uma coluna de opinião deveria apresentar conclusões.

Hoje penso diferente.

A boa opinião talvez não seja aquela que encerra um debate, mas aquela que amplia a pergunta.

Vivemos uma época em que todos parecem ter respostas para tudo. As redes sociais transformaram certezas em espetáculo e dúvidas em sinal de fraqueza.

Mas compreender o comportamento humano exige exatamente o contrário.

Exige curiosidade.

Exige disposição para observar antes de julgar.

Exige aceitar que diferentes interpretações podem coexistir.

Mais do que convencer alguém, quero compreender por que fazemos o que fazemos.


Uma nova etapa

Não mudarei os temas.

Continuarei escrevendo sobre cidade, educação, psicologia, cidadania, comportamento, ética, relações humanas e tudo aquilo que faz parte da vida cotidiana.

Mas quero fazê-lo com uma voz diferente. Menos preocupada em concluir. Mais interessada em investigar.

Menos prescritiva. Mais reflexiva.

Continuarei defendendo ideias quando acreditar nelas, mas procurando deixar espaço para que o leitor também construa as suas.

Afinal, escrever não é entregar verdades. É oferecer boas perguntas.

Se esta nova fase tiver um propósito, talvez seja este:

Olhar para o cotidiano não para descrevê-lo, mas para compreender o que ele revela sobre nós.

Porque, no fim, nunca escrevi apenas sobre trânsito, escolas, política ou cidades.

Sempre escrevi sobre pessoas.

E suspeito que continuarei escrevendo sobre elas por muito tempo.

Um abraço

Ricardo Murça

terça-feira, 21 de julho de 2026

Acupuntura em Santos: Como a Medicina Tradicional Chinesa Transforma a Saúde Integrativa na Baixada Santista

A busca por qualidade de vida e equilíbrio físico e emocional tem levado cada vez mais pessoas na Baixada Santista a recorrerem à Medicina Tradicional Chinesa. Quando o assunto é alívio de tensões corporais, suporte à saúde da mulher, melhora na qualidade do sono e bem-estar na melhor idade, contar com um acompanhamento especializado e científico faz toda a diferença.

Para quem busca uma clínica de acupuntura em Santos, a união entre a ciência farmacêutica e a tradição oriental representa o mais alto padrão de cuidado integrativo.

A Importância do Olhar Científico na Acupuntura

A prática da acupuntura vai muito além da aplicação de agulhas: trata-se de um diagnóstico minucioso focado na individualidade de cada paciente. 

Com mais de 20 anos de experiência na área da saúde, a farmacêutica Dra. Marcela Alves uniu sua bagagem acadêmica e científica aos preceitos milenares da Medicina Tradicional Chinesa para oferecer atendimentos humanizados e de alta precisão.

Seja para o manejo de desconfortos musculares e articulares, regulação do sistema digestivo ou harmonização hormonal feminina, o tratamento integrativo atua diretamente na causa das tensões, promovendo relaxamento profundo e restauração da vitalidade.

Atendimento Personalizado na Clínica e a Domicílio em Santos

A rotina moderna exige flexibilidade e conforto. Por isso, a presença de uma infraestrutura completa no consultório localizado na Av. Ana Costa 228, 13o andar, aliada à possibilidade de atendimento em domicílio, atende às necessidades de quem busca conveniência sem abrir mão da excelência técnica.

Para quem valoriza um acompanhamento humanizado e deseja agendar uma consulta com uma acupunturista em Santos, o atendimento abrange desde sessões de acupuntura terapêutica, auriculoterapia e ventosaterapia até o suporte integrativo focado na longevidade e saúde da família.

Priorizar o bem-estar e o equilíbrio do corpo é o primeiro passo para uma vida com mais energia e disposição no litoral paulista.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Consultoria Farmacêutica em Santos: Guia de Adequação ANVISA e Regulamentação B2B para Transportadoras e Distribuidoras

Consultoria Farmacêutica em Santos: Guia de Adequação ANVISA e Regulamentação B2B para Transportadoras e Distribuidoras

A importância da regularização sanitária na logística e no setor regulado

No cenário regulatório atual, a conformidade sanitária não é apenas uma exigência legal, mas um diferencial competitivo decisivo para transportadoras, operadores logísticos, distribuidoras e empresas do setor de saúde. A obtenção e a manutenção de licenças sanitárias exigem um conhecimento técnico profundo sobre a legislação vigente da ANVISA, do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo) e das Vigilâncias Sanitárias (VISA) locais.

Empresas localizadas na Baixada Santista e na Grande São Paulo enfrentam desafios específicos em relação ao fluxo operacional, estrutura física e documentação técnica necessária para obter a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), o Laudo Técnico de Avaliação (LTA) e a emissão de Certidão de Regularidade.

É exatamente nessa interseção entre a legislação técnica sanitária e a eficiência operacional que atua a Ricardo Murça - Consultoria Farmacêutica & Assuntos Regulatórios.

Soluções técnicas e escopo de atuação regulatória

Com 23 anos de experiência técnica e corporativa, oferecemos suporte especializado e estratégico para a estruturação e regularização de empresas de interesse à saúde. Nosso portfólio de serviços abrange todas as etapas do ciclo regulatório B2B:

  • Licenciamento e AFE para Transportadoras e Armazenadoras: Assessoria completa para obtenção e renovação de AFE junto à ANVISA para transporte e armazenagem de medicamentos, insumos farmacêuticos, cosméticos, produtos para saúde e saneantes.

  • Responsabilidade Técnica Farmacêutica (RT): Atuação estratégica como Farmacêutico Responsável Técnico, garantindo o cumprimento das Boas Práticas de Transporte e Armazenamento (RDC 430/2020 e normas correlatas).

  • Elaboração de Manual de Boas Práticas e POPs: Desenvolvimento de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) sob medida e Manuais de Boas Práticas para logística e comércio atacadista.

  • Adequação Física e Laudo Técnico de Avaliação (LTA): Análise de layout operacional e direcionamento sanitário para aprovação de projetos de reforma e adequação de galpões logísticos junto à VISA.

  • Simulado de Inspeção e Blindagem de Infrações: Avaliação preventiva rigorosa para antecipar falhas operacionais, evitar autos de infração e gerenciar defesas ou recursos administrativos perante a Vigilância Sanitária e o CRF-SP.

  • Consultoria Clínica e Pareceres Técnicos: Avaliação técnica especializada sobre farmacoterapia, segurança do paciente e gestão regulatória de produtos da saúde.

Atendimento regional e estratégico na Baixada Santista e Grande São Paulo

Sediada no coração de Santos/SP, a Ricardo Murça - Consultoria Farmacêutica & Assuntos Regulatórios atende empresas estrategicamente localizadas em toda a região de influência logística e comercial do Estado de São Paulo, incluindo:

  • Santos (Gonzaga, Centro, Alemoa e retroporto)

  • Guarujá, Cubatão, São Vicente e Praia Grande

  • Guarulhos e Região Metropolitana de São Paulo

A proximidade geográfica aliada ao domínio da legislação sanitária permite um atendimento ágil, personalizado e focado na redução de custos operacionais e prevenção de riscos regulatórios.

Entre em nontato com a nossa Consultoria

Se a sua empresa precisa obter a AFE da ANVISA, adequar os processos operacionais às normas sanitárias ou necessita de um Farmacêutico Responsável Técnico experiente em Santos e região, entre em contato direto para uma avaliação técnica.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Paralelo: quando a sociedade passa a premiar o improviso

 


Paralelo: quando a sociedade passa a premiar o improviso

Por Ricardo Murça

Introdução

No estudo do comportamento humano existe algo curioso: uma sociedade pode exigir cada vez mais certificações, normas e responsabilidades e, ao mesmo tempo, tolerar cada vez mais a informalidade do conhecimento.

Vivemos uma época em que pessoas estudam anos, seguem códigos éticos, assumem responsabilidades legais e se submetem a regras rigorosas. Mas, do lado de fora, cresce uma realidade paralela: indivíduos exercendo influência, ensinando, orientando e interferindo na vida de outros sem qualquer formação ou responsabilidade técnica.

A questão talvez não seja apenas profissional.

Talvez seja comportamental.

O que está por trás disso

Às vezes me pego pensando em como entramos em disputas desnecessárias movidas por empáfia, burocracia ou interesses corporativos.

Muitos profissionais enfrentam conflitos entre regulamentações, limites de atuação e disputas institucionais. E seguem as regras porque a ética profissional exige isso.

Enquanto isso, no cotidiano, o cenário parece diferente.

Há quem indique e produza medicamentos sem formação adequada.

Há quem “trate” sofrimento emocional através de fórmulas prontas e pseudociências.

Há quem ensine transição e sucesso sem conseguir fazer o mesmo com a própria vida

Há quem ensine finanças sem conseguir colocar ordem no próprio orçamento.

Há quem ensine relacionamentos sem conseguir sustentar os próprios.

Há quem ensine sucesso como produto de marketing.

E o problema não está em compartilhar experiências. Está em transformar experiência em autoridade técnica.

O exemplo do jornalismo

Uma discussão conhecida ocorreu no jornalismo.

Durante muitos anos, o diploma específico foi exigido para exercício profissional. Posteriormente, a exigência legal foi retirada.

O debate nunca foi simples. De um lado, liberdade profissional. Do outro, a preocupação sobre critérios mínimos de formação, responsabilidade e qualidade.

Porque uma pergunta permanece: se toda opinião pode ser emitida, toda opinião também deveria assumir automaticamente status de competência?

O erro mais comum

Talvez o erro da sociedade moderna seja confundir visibilidade com capacidade.

Número de seguidores não é conhecimento. Segurança ao falar não é competência. Convicção não é formação.

E autoridade social não é necessariamente autoridade técnica.

O problema começa quando a aparência de conhecimento passa a valer mais do que o próprio conhecimento.

Conheço pessoas que já fizeram mais cursos e possuem mais conhecimento de como falar, como se apresentar, o que vestir e como persuadir do que possuem conhecimento daquilo que vendem como verdade.

E, ainda pior: por trás da beleza, das lentes, da produção, do discurso, reside um grande caos.

O Instituto Ricardo Murça

Quando recebemos mentorandos no Instituto, quando produzimos textos, materiais e palestras, uma dúvida sempre paira na equipe que nos apoia: pagarmos ou não o preço pela verdade.

Temos um acordo de primar pela verdade, independente do custo que isso nos cause.

Seguimos no campo que muitas vezes é árido, seco e difícil de jogar, mas sabemos que é o correto a ser feito. Buscamos uma sociedade ética, preparamos pessoas éticas e ajudamos pessoas a resolverem seus problemas pessoais e profissionais com ética.

Até mesmo nossas palestras precisam passar por uma revisão para que se tornem mais palatáveis, mais audíveis e menos cruas. Quem conhece o criador do Instituto - Ricardo Murça, sabe de sua predileção por ser direto

Conclusão

Parece que criamos uma sociedade paralela.

Uma que exige rigor extremo de quem aceita regras e responsabilidades, mas que frequentemente tolera improviso em quem fala alto, aparece muito ou vende respostas fáceis.

E quando isso acontece surge uma escolha desconfortável:

Participar do jogo ou pagar o preço por continuar jogando pelas regras.


Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.



segunda-feira, 1 de junho de 2026

Subjetividade: por que duas pessoas enxergam a mesma realidade de formas diferentes?

 


Subjetividade: por que duas pessoas enxergam a mesma realidade de formas diferentes?

Por Ricardo Murça

Introdução

No estudo do comportamento humano, das emoções e do desenvolvimento pessoal, existe uma palavra muito utilizada e, ao mesmo tempo, pouco compreendida: subjetividade.

Na vida real, ela aparece em conversas simples:

"Isso é subjetivo."
"Essa é apenas sua opinião."
"Cada um vê de um jeito."

Geralmente usamos essas frases corretamente, mas nem sempre entendemos o que existe por trás delas.

E compreender isso ajuda não apenas a entender o outro, mas também a entender a nós mesmos.

O que está por trás disso

Subjetividade, de forma simples, é a maneira como cada ser humano interpreta, percebe e experimenta o mundo.

Ela não nasce pronta.

Vai sendo construída desde o início da vida, através das relações, experiências, cultura, família, ambiente e até fatores biológicos.

Cada pessoa atravessa histórias diferentes.

Cada uma recebe estímulos diferentes.

Cada uma aprende a organizar a realidade de maneira própria.

Por isso, duas pessoas podem observar exatamente a mesma situação e sair dela com interpretações completamente distintas.

Não porque uma esteja necessariamente certa e a outra errada.

Mas porque ambas chegaram ali carregando histórias diferentes.

O erro mais comum

O erro mais comum é imaginar que todos observam o mundo da mesma forma que nós.

Quando alguém discorda, frequentemente pensamos:

"Ele não entendeu."
"Ela está exagerando."
"Isso não faz sentido."

Mas muitas vezes não existe falta de entendimento.

Existe apenas uma experiência diferente organizando a percepção.

Isso não significa que toda opinião tenha o mesmo peso ou que fatos deixem de existir.

Significa apenas reconhecer que nossa percepção nunca é completamente neutra.


O que fazer na prática

Compreender a subjetividade não significa abandonar critérios ou relativizar tudo.

Significa desenvolver curiosidade.

Perguntar antes de concluir.

Escutar antes de julgar.

E aceitar que outras pessoas carregam histórias que desconhecemos.

Isso não elimina conflitos, mas amplia compreensão.

Conclusão

Talvez as pessoas nem sempre discordem dos fatos.

Muitas vezes apenas observam a mesma realidade por janelas diferentes.

E talvez uma das maiores dificuldades humanas não seja aceitar que somos diferentes.

Seja aceitar que o outro também enxerga o mundo a partir da própria história.

Porque, no fim, é justamente essa subjetividade que nos torna humanos.



Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Espelho Humano: o que nossos julgamentos revelam sobre nós

 

Espelho Humano: o que nossos julgamentos revelam sobre nós

Por Ricardo Murça

Introdução

No estudo do comportamento humano e do desenvolvimento pessoal existe algo curioso: muitas vezes acreditamos estar descrevendo o outro quando, na realidade, estamos revelando a nós mesmos.

Na vida real, opiniões, críticas e julgamentos parecem apontar para fora, mas raramente nascem no vazio. Toda fala passa pela história de quem fala, por suas emoções, experiências, crenças e pela forma como aprendeu a interpretar o mundo.

Talvez por isso uma frase antiga continue tão atual:

"Quando Pedro fala de Paulo, sabemos mais de Pedro do que de Paulo."

Não existe um autor único para ela, mas sua força atravessa o tempo porque descreve algo profundamente humano.

O que está por trás disso

Ninguém observa a realidade de forma completamente neutra.

O que vemos no outro atravessa nossos medos, desejos, frustrações, valores e afetos. Em outras palavras: enxergamos o mundo através das lentes que carregamos.

Na psicanálise, isso dialoga com a ideia de projeção: conteúdos difíceis de reconhecer em nós mesmos podem aparecer com facilidade quando olhamos para outras pessoas.

Na psicologia social, entram os vieses perceptivos: atalhos mentais que distorcem interpretações e reforçam crenças prévias.

Já na ciência do comportamento, aquilo que dizemos também é comportamento — moldado pela história individual, pelo ambiente e pelas consequências que aprendemos ao longo da vida.

O erro mais comum

O erro está em acreditar que nossos julgamentos são apenas descrições objetivas dos fatos.

Quando alguém diz:

"Fulano é arrogante."
"Ciclano é fraco."
"Aquele sujeito é egoísta."

Pode existir algo verdadeiro ali.

Mas existe também um filtro.

Existe o tom utilizado.
Existe o recorte escolhido.
Existe a intenção.

Dois indivíduos podem observar exatamente a mesma pessoa e produzir interpretações completamente diferentes.

Isso acontece porque enxergamos menos a realidade pura e mais a realidade organizada pela nossa própria experiência.

O que fazer na prática

Talvez a pergunta não seja apenas:

"Quem é o outro?"

Talvez seja:

"Por que isso me incomoda tanto?"

"Por que escolhi perceber justamente esse aspecto?"

"O que essa reação diz sobre mim?"

Nem toda crítica é projeção.

Nem toda percepção está errada.

Mas desenvolver a capacidade de observar os próprios filtros pode evitar julgamentos precipitados e ampliar nossa compreensão das relações humanas.

Conclusão

Vivemos tempos de opiniões rápidas, condenações instantâneas e interpretações rasas.

Talvez por isso aquela frase antiga permaneça viva.

Porque ouvir alguém falar sobre outra pessoa nem sempre é apenas ouvir uma descrição.

Muitas vezes estamos assistindo a um espelho em funcionamento.

E talvez uma das tarefas mais difíceis do desenvolvimento humano seja justamente essa:

aprender a reconhecer a própria imagem refletida antes de apontar para a do outro.



Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Bicicletários em Santos: mobilidade urbana, comportamento e a contradição da cidade

 


Bicicletários em Santos: mobilidade urbana, comportamento e a contradição da cidade

Por Ricardo Murça

Introdução

Quando falamos de comportamento humano, desenvolvimento pessoal e decisões na vida real, raramente pensamos em mobilidade urbana como parte disso.

Mas deveríamos.

A forma como uma cidade organiza seus transportes influencia diretamente escolhas, rotina, saúde e até bem-estar emocional.

E, em Santos, existe uma contradição evidente: a bicicleta é viável — mas não é tratada como prioridade.

O que está por trás disso

Depois de quatro anos de reabilitação, voltei a andar de bicicleta.

A experiência deveria ser simples, especialmente em uma cidade plana, costeira e com tradição no uso desse meio de transporte.

Mas o problema não está no trajeto.
Está no destino.

Onde estacionar com segurança?

A resposta, na maioria das vezes, não existe.

Faltam bicicletários. E o que se vê são bicicletas presas em postes, árvores, grades — soluções improvisadas que evidenciam a ausência de planejamento.

Mais grave: novos empreendimentos e até espaços públicos ignoram essa necessidade básica.

Isso não é detalhe.
É escolha de modelo de cidade.

O erro mais comum

O erro está em tratar a bicicleta como alternativa.

Ela não é.

Em cidades como Santos, a bicicleta é um dos meios mais eficientes de deslocamento: barata, não poluente, acessível e saudável.

Ainda assim, o planejamento urbano insiste em priorizar o carro — um meio mais caro, mais poluente e menos eficiente para curtas distâncias.

O resultado é previsível: discurso de sustentabilidade de um lado, ausência de estrutura do outro.

E, no meio disso, o cidadão que tenta fazer diferente encontra dificuldade.

O que fazer na prática

A solução não é complexa — é estrutural.

Todo prédio, público ou privado, deveria contar com bicicletários.
Todo novo empreendimento deveria incorporar essa demanda desde o projeto.

Isso pode ser gratuito, pago ou autogerido.
O formato é discutível. A necessidade, não.

Mais do que isso: é preciso reconhecer a bicicleta como parte do sistema de mobilidade, não como exceção.

Quando a estrutura existe, o comportamento acompanha.

Sem estrutura, a mudança não se sustenta.

Conclusão

Santos tem tudo para ser uma cidade referência no uso da bicicleta.

Mas isso exige coerência.

Não basta ter ciclovia.
É preciso garantir o ciclo completo: deslocamento, parada e segurança.

Se queremos menos trânsito, menos poluição e mais qualidade de vida, a escolha é clara.

Talvez esteja na hora de inverter a lógica:

A bicicleta não é alternativa.
Alternativo é insistir no modelo atual.


Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.


sexta-feira, 15 de maio de 2026

A volta do higienismo


 Higienismo

Publicado no Jornal A TRIBUNA DE SANTOS EM 05/05/2026 - https://www.atribuna.com.br/opiniao/tribuna-do-leitor/tribuna-do-leitor-terca-feira-5-de-maio-de-2026-1.512569 

“Olha essa sujeira”, diz uma moradora ao filmar um homem dormindo sobre sua carroça.

A frase é direta. E revela mais sobre quem fala do que sobre quem é filmado.

O que aparece ali não é apenas incômodo com a cena, mas uma lógica: transformar o outro em problema a ser removido.

No discurso, a cobrança recai sobre o poder público, como se a função fosse limpar o que incomoda — não lidar com a complexidade do que está posto.

O homem deixa de ser sujeito.
Vira obstáculo. Vira “cheiro”, “sujeira”, algo fora do lugar.

O higienismo começa assim: não com políticas, mas com percepções.

Quando a humanidade do outro desaparece, qualquer solução parece aceitável — desde que devolva conforto a quem observa.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

A sociedade do conforto: comportamento humano, prazer imediato e anestesia emocional

 


A sociedade do conforto: comportamento humano, prazer imediato e anestesia emocional

Por Ricardo Murça

Introdução

No debate sobre comportamento humano, desenvolvimento pessoal e vida real, existe uma contradição difícil de ignorar: nunca tivemos tanto conforto — e talvez nunca tenhamos estado tão insatisfeitos.

Vivemos mais conectados, mais estimulados, mais protegidos do desconforto cotidiano. Ainda assim, ansiedade, exaustão emocional e sensação constante de vazio parecem crescer.

Talvez o problema não seja apenas o excesso de dificuldade.
Talvez seja a incapacidade de lidar com ela.

O que está por trás disso

Não é de hoje que percebo a dificuldade da sociedade em suportar qualquer desconforto.

Os últimos trinta ou quarenta anos foram extremamente favoráveis em termos de acesso, tecnologia, praticidade e conveniência. A vida se tornou mais rápida, mais confortável e mais ajustável aos desejos individuais.

Mesmo assim, sobram queixas.

Isso porque o problema deixou de ser apenas material.
Passou a ser existencial.

Evitamos relações difíceis, descartamos o que frustra e buscamos corrigir imediatamente qualquer sensação desagradável.

A oscilação natural da vida deixou de ser aceita.

Tristeza precisa desaparecer rápido.
Silêncio virou vazio.
Espera virou sofrimento.

O erro mais comum

O erro está em transformar conforto em valor absoluto.

Conforto é importante.
Mas uma vida organizada exclusivamente para evitar desconforto produz fragilidade.

Quando tudo precisa ser leve, rápido e prazeroso, perde-se tolerância à frustração, profundidade nas relações e capacidade de sustentar processos longos.

O indivíduo passa a viver em estado contínuo de compensação.

Mais consumo.
Mais distração.
Mais validação.

A lógica deixa de ser viver — e passa a ser anestesiar.

O que fazer na prática

Desenvolvimento humano não significa eliminar desconfortos.
Significa aprender a lidar com eles.

Existe amadurecimento em sustentar conversas difíceis, processos demorados, relações imperfeitas e momentos de oscilação emocional.

Nem todo vazio precisa ser preenchido imediatamente.
Nem toda frustração é um problema clínico.
Nem todo sofrimento precisa ser evitado a qualquer custo.

Às vezes, o excesso de anestesia emocional impede justamente aquilo que mais buscamos: sentido.

Conclusão

Talvez estejamos construindo uma sociedade extremamente confortável — e emocionalmente incapaz.

Uma sociedade que mostra tudo, compartilha tudo, consome tudo, mas suporta cada vez menos.

Porque o ontem frustrante é descartado.
O hoje insuficiente perde valor.
E o agora se transforma em uma busca infinita por mais estímulo.

No fim, talvez a questão não seja quanto conforto conquistamos.

Mas quanto de realidade ainda conseguimos suportar sem precisar fugir dela.


Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.

Leia nossas postagens e textos no Jornal A Tribuna de Santos, coluna Tribuna do Leitor

#ComportamentoHumano #SaudeMental #DesenvolvimentoPessoal #Sociedade #Psicologia #VidaReal #Emocoes #Reflexao #Filosofia #Ansiedade

terça-feira, 12 de maio de 2026

O papel da mente no desempenho esportivo


O papel da mente no desempenho esportivo

sucesso em quadra ou no campo sempre foi atribuído a um tripé clássico e rigoroso: talento nato, técnica apurada e um condicionamento físico impecável. No entanto, o esporte contemporâneo tem demonstrado que, quando dois atletas de alto nível se enfrentam com capacidades físicas equivalentes, a vitória é decidida nos detalhes invisíveis.

Nos últimos anos, um quarto pilar ganhou protagonismo absoluto e passou a definir quem efetivamente sobe ao pódio: a psicologia. O controle emocional e a resiliência mental deixaram de ser vistos como diferenciais de luxo para se tornarem requisitos básicos na rotina de qualquer competidor que busca consistência em longas temporadas.

A psicologia esportiva moderna atua de forma cirúrgica no refinamento de processos cognitivos que costumam falhar sob altos níveis de estresse. Não se trata apenas de “pensamento positivo”, mas de uma engenharia mental complexa. A capacidade de manter o foco absoluto após um erro cometido em um ponto decisivo, ou de gerenciar a ansiedade paralisante que antecede uma final, é o que separa o esforço físico bruto da performance de elite.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM - https://revistaforum.com.br/debates/mente-desempenho-esportivo/ 


Somos obrigados a gostar de todas as pessoas?

 


GOSTAR DE TODOS

Publicado em A TRIBUNA DE SANTOS - COLUNA TRIBUNA DO LEITOR - https://www.atribuna.com.br/opiniao/tribuna-do-leitor/tribuna-do-leitor-quarta-feira-6-de-maio-2026-1.512703

06/05/2026

Somos obrigados a gostar de todos? Não. E nem eles são obrigadas a gostar de nós. O ser humano é social e se constrói na convivência, mas isso não significa afeição automática. Relação não se decreta; se constrói.

A base social é o respeito e, para que ele exista, primeiro necessita ser compreendido para que não confundamos o gostar com o respeitar, o viver com o conviver.

Existem vínculos difíceis, familiares complexos e afetos que não se desenvolvem. Forçar sentimentos gera culpa, hipocrisia e sofrimento silencioso. Ética não é sentir tudo, é agir com respeito apesar do que se sente.

Convivência saudável não exige amor obrigatório, mas limites claros, responsabilidade emocional e honestidade consigo mesmo.

Ricardo Murça — Santos


domingo, 3 de maio de 2026

Mentoria - do que você precisa: clareza, reorganização ou reconstrução?


 

Mentoria - do que você precisa: clareza, reorganização ou reconstrução?

Nem toda fase difícil da vida precisa de terapia. Mas quase toda fase difícil precisa de clareza.

Ao longo do tempo, percebi um padrão: pessoas não estão necessariamente “quebradas”, mas estão desorganizadas.

Confusão, decisões adiadas, emoções misturadas com interpretações, caminhos que não fazem mais sentido — e a sensação de estar travado. Foi a partir disso que estruturei meu trabalho.

Hoje, atuo com dois formatos principais de mentoria:

 

Mentoria de Reorganização de Vida (4 encontros)

Indicada para momentos mais objetivos.

Situações como:
— decisões profissionais importantes
— reorganização após uma separação
— conflitos pontuais
— momentos de indecisão

Aqui, o foco é claro: organizar o pensamento, estruturar decisões e sair com um plano de ação viável.

 

Mentoria de Reconstrução de Vida (10 encontros)

Para momentos mais complexos e profundos.

Casos como:
— perda de direção
— crise de identidade
— reconstrução após doença ou ruptura
— sensação de vida “fora do eixo”

Nesse processo, o trabalho é progressivo: entender, reorganizar, decidir e consolidar um novo caminho.

 

O que eu faço, na prática?

— escuto com atenção real
— faço perguntas que organizam o pensamento
— ajudo a separar fato de interpretação
— identifico padrões e pontos cegos
— conduzo para decisões possíveis
— estruturo caminhos concretos

Sem promessa de solução rápida. Sem fórmulas prontas. Sem “motivação vazia”.

É um trabalho de clareza, responsabilidade e ação.

 

Para quem é?

Para quem está dizendo coisas como:

— “minha vida está bagunçada”
— “não sei por onde começar”
— “preciso decidir e não consigo”
— “estou perdido”

 

Como começar?

Tudo começa com uma Sessão de Clareza.

Um encontro onde organizamos o que está acontecendo e definimos o próximo passo.

A partir daí, avaliamos juntos se faz sentido seguir para uma mentoria.

 

Se você sente que está em um desses momentos: Me chama.

A gente começa colocando ordem no que hoje está confuso.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Tanques de guerra: comportamento humano, excesso e a ilusão de valor

 

Tanques de guerra: comportamento humano, excesso e a ilusão de valor

Por Ricardo Murça
Publicado originalmente em
14/12/2025


Introdução

No campo do comportamento humano e do desenvolvimento pessoal, existe um padrão recorrente: a tentativa de resolver desconfortos internos com soluções externas.

Na vida real, isso aparece em decisões aparentemente simples — o que comprar, como se mostrar, o que exibir — mas que carregam uma lógica mais profunda: a busca por valor através do excesso.


O que está por trás disso

Não duvide: no dia em que tanques de guerra forem vendidos em concessionárias, muitos SUVs parecerão pequenos.

A lógica já está em curso.

Ser mais para parecer mais. Ter mais para sustentar uma ideia de si. Um movimento quase automático de quem vive sob comparação constante, ansiedade e sensação de insuficiência.

Carrões, corpos hipertrabalhados, consumo ostensivo, padrões estéticos exagerados, imóveis além da necessidade. Nada disso é, por si, o problema.

O problema é quando isso deixa de ser escolha e passa a ser compensação.

O excesso vira linguagem.
A aparência vira argumento.
E o “mais” vira identidade.


O erro mais comum

O erro não está em conquistar, melhorar ou desejar conforto.

O erro está em acreditar que quantidade resolve ausência de sentido.

Quando o valor pessoal é terceirizado para o que se possui ou se exibe, cria-se uma dependência constante: sempre será preciso mais.

Mais visibilidade.
Mais validação.
Mais reconhecimento.

E isso não estabiliza.
Escala.

Na prática, o indivíduo não constrói valor — ele administra uma sensação crônica de falta.


O que fazer na prática

Reduzir não é regredir.
É ajustar.

Isso começa com uma pergunta simples e difícil: o que, de fato, sustenta quem eu sou quando não há nada para mostrar?

Nem todo excesso é problema.
Mas todo excesso contínuo merece ser questionado.

O que você busca ao acumular?
O que tenta evitar ao parar?

Desenvolver consciência sobre isso não elimina o desejo, mas reorganiza a relação com ele.

E, aos poucos, o comportamento deixa de ser reação — e passa a ser escolha.


Conclusão

Existe um paradoxo evidente.

Enquanto se fala cada vez mais em equilíbrio, saúde mental e consciência, o comportamento coletivo segue na direção oposta: mais estímulo, mais comparação, mais exibição.

Talvez o problema não seja falta de conquista.

Talvez seja falta de critério.

Porque, no fim, não é o tamanho do que se tem que define o valor.

Mas o quanto disso é necessário para sustentar quem se é.


Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Educar sem bater: comportamento humano, limites e desenvolvimento infantil

 

Educar sem bater: comportamento humano, limites e desenvolvimento infantil

Por Ricardo Murça

Introdução

No debate sobre comportamento humano e desenvolvimento pessoal, poucas questões geram tanta resistência quanto a forma de educar crianças.

Na vida real, decisões sobre limites, disciplina e autoridade ainda carregam ideias antigas — muitas vezes sustentadas por experiências pessoais, não por conhecimento atualizado.

“Eu apanhei e estou aqui.”

A frase parece encerrar o assunto. Mas ela não responde à pergunta mais importante.

O que está por trás disso

Durante muito tempo, bater foi socialmente aceito como método educativo.

Havia menos acesso à informação, menos estudo sobre desenvolvimento infantil e menos compreensão sobre como o comportamento se forma.

Hoje, sabemos mais. Sabemos que a punição física pode interromper um comportamento no momento. A criança para.

Mas isso não significa que ela aprendeu. Porque interromper não é ensinar.

Na prática, o que se constrói não é entendimento. É medo, ressentimento ou submissão.

O erro mais comum

O erro está em confundir controle com educação. Quando a criança para de fazer algo por medo, o comportamento foi suprimido — não transformado.

Ela não aprendeu o que fazer. Aprendeu o que evitar. E, muitas vezes, aprendeu a evitar na presença de quem pune.

Mentiras, fuga do que tem pra ser feito e se esquivar são exemplos muito comuns.

Isso cria um padrão que se repete: obediência momentânea, sem desenvolvimento real de autonomia, responsabilidade ou critério.

Outro ponto importante: a defesa da agressão como método educativo raramente vem de um modelo estruturado.

Na maioria das vezes, revela algo mais simples e mais difícil de admitir — falta de recurso emocional para lidar com frustração, limite e conflito.

O que fazer na prática

Educar não é reagir. É construir.

Isso envolve diálogo, limites claros, consequências coerentes e, principalmente, exemplo. Crianças aprendem menos pelo que se diz — e mais pelo que se faz.

Perceba se o que você diz para a criança fazer é coerente com o que você faz: gritar com a criança e mandar ela falar baixo não é coerente. Dizer para a criança não mentir e ser pega ou pego mentindo é incoerente.

Seja mais exemplo do que fala, mais modelo do que ordens.  Isso não significa ausência de limite ou permissividade.

Significa responsabilidade na forma como o limite é colocado. Em vez de punir pela dor, educa-se pela consistência. Em vez de impor pelo medo, orienta-se pelo entendimento.

Muitos pais também entendem que o reforço positivo é o mesmo que chantagem ou troca e não é bem assim. O reforço positivo pode ser simples e natural: 

- Parabéns, filho. Fico muito feliz quando você estuda assim, com empenho. 

- Muito bom + afago + abraço

- Nota muito boa ou elogio da escola (ganha um sorvete surpresa - mas não sempre)

Isso dá mais trabalho. Mas também dá mais resultado.

Os pais precisam aprender

Como refleti no início do texto, muitos de nós, pais, vivemos em gerações, condições ou situações de pouca informação, pouca formação, ensino deficiente.

A escola não ensina como os pais devem educar seus filhos. Muitos dos nossos pais, os avós das crianças, sabiam menos ainda como educar.

Vou refazer ainda minha frase. Não é que eles não sabiam como educar, mas educaram da forma como aprenderam, com menos acesso a essas informações e formas mais positivas de educar. 

Eu não me culpo e não culpo os pais. Mas existem limites.

O pai percebe que o filho está com problemas, que eles como pais não estão dando conta e mesmo assim seguem, não pedem ajuda e, ainda o pior, colocam a culpa nos filhos.

Os filhos são miniaturas dos pais. Quer saber os problemas de uma família? Olhe para o comportamento das crianças, eles refletem o que recebem e o que sofrem em casa.

Os pais não só podem como devem aprender. Não nascemos prontos. Busque informações em fontes seguras, busque psicólogos ou profissionais, peçam apoio na escola.

Conclusão

Sobreviver a um método não significa que ele foi o melhor.

Significa apenas que foi o que existia.

Hoje, existem alternativas mais eficazes, mais humanas e mais coerentes com o que sabemos sobre comportamento.

Diante disso, a pergunta muda.

Não é mais “funciona ou não funciona”.

É: por que insistir na dor quando já sabemos que ela não ensina o essencial?


Solicite ao Instituto Ricardo Murça uma palestra na sua escola, associação ou empresa.


Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.