quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

E agora, a responsabilidade é de quem?

Nos últimos dias, voltei a ver discussões sobre a contribuição sindical. Não assisti à matéria mencionada, mas um ponto recorrente me chamou atenção: a ideia de que uma assembleia de associados possa deliberar sobre a obrigatoriedade de contribuição para toda uma categoria.

Isso, para mim, é problemático.

Não se trata aqui de discutir legalidade — trata-se de coerência.

Quando um grupo decide por todos, inclusive por quem não participa, cria-se uma distorção básica: a contribuição deixa de ser vínculo e passa a ser imposição. E isso, cedo ou tarde, enfraquece a própria estrutura que se pretende sustentar.

O que mudou com o fim da obrigatoriedade

A reforma trabalhista trouxe inúmeros problemas — isso é fato. Muitos trabalhadores ficaram mais expostos, e a insegurança jurídica, que antes era uma crítica comum entre empresários, também passou a atingir o trabalhador.

Mas, ao retirar a obrigatoriedade da contribuição sindical, acertou em um ponto essencial:

ninguém deve ser obrigado a financiar uma entidade da qual não participa.

Isso muda completamente a lógica do sistema.

Antes, o financiamento era garantido. Agora, ele precisa ser conquistado.

O impacto real: sindicatos precisam voltar a gerar valor

Sem a contribuição obrigatória, os sindicatos passam a enfrentar um desafio que deveria ser natural, mas há muito tempo não era exigido:

mostrar relevância.

Não basta existir.

Não basta oferecer benefícios genéricos.

Não basta repetir discursos históricos.

Será necessário:

— entender as necessidades reais da categoria
— atuar de forma mais próxima e concreta
— negociar com competência
— construir presença nos locais de trabalho

Sindicatos que não fizerem isso tendem a desaparecer ou se tornar irrelevantes.

O erro comum: culpar apenas a direção

Existe um ponto que raramente é discutido com honestidade:

a entidade não é apenas sua diretoria.

Quando uma entidade perde credibilidade, não é só a gestão que falhou.

Há também um problema coletivo.

A omissão da categoria — seja por desinteresse, acomodação ou descrença — contribui diretamente para a deterioração da própria representação.

O papel do profissional

Se sindicatos, conselhos e associações são importantes (e são), então não podem ser tratados como algo externo.

Eles são extensões da própria categoria.

Isso implica responsabilidade.

Responsabilidade de:

— participar
— questionar
— propor mudanças
— apoiar boas lideranças
— substituir gestões ruins

Sem isso, qualquer estrutura se fragiliza.

Um novo cenário

O fim da obrigatoriedade não acabou com os sindicatos.

Mas mudou o jogo.

Agora, não basta representar.

É preciso convencer.

Não basta existir.

É preciso fazer sentido.

Conclusão

A lei pode proteger.

Mas não constrói pertencimento.

Uma categoria forte não nasce de imposição, mas de participação.

E, no fim, a pergunta não é se o sistema é justo ou injusto.

A pergunta é:

o que cada profissional está disposto a fazer para fortalecer a própria categoria?



domingo, 18 de fevereiro de 2018

Empreendedores – os erros mais comuns dos iniciantes... e dos mais experientes também!



Hoje em pesquisa pela internet me deparei com este artigo retirado do Conta Azul Blog: https://blog.contaazul.com/empreendedores-iniciantes-14-erros-comuns-de-empreendedores/
O mais interessante é que cruzando os dados do artigo com meus dados pessoais, percebi que os erros dos iniciantes são os mesmos dos experientes.
Sim, conheço pessoas que quebraram mais de uma vez e ainda cometem o mesmo erro?
Um amigo, B. F diz: “Errar é humano, persistir no erro é burrice”. Acho que ele pode ter razão!
Vamos ao artigo que traz informações importantes e sempre que eu achar necessário, farei uma observação... Mas...
Só pra dar um gostinho de ler o artigo, vou adiantá-los para vocês (mas só achei 11)...
·         Atuar na informalidade;
·         Começar sem um plano de negócios;
·         Falta de capacitação;
·         Desorganização financeira;
·         Confusão patrimonial;
·         Cálculos errados para lucro e preço;
·         Não dar a devida atenção ao capital inicial e fluxo de caixa;
·         Não negociar com fornecedores;
·         Não trabalhar com gerenciamento de estoque;
·         Ignorar o marketing e a divulgação;
·         Demora para lançar um produto ou serviço;

Seguir com um negócio próprio é um desafio e tanto! Exige não apenas enorme dedicação, mas também muito conhecimento em técnicas de gestão e comportamento de mercado. Você é marinheiro de primeira viagem? Então os cuidados devem ser dobrados!
Para o ajudar, preparamos uma lista com 12 dicas para empreendedores iniciantes penseram melhor no negócio e evitarem erros. Fique atento para não os cometer! Fique longe desses equívocos e suas chances de sucesso aumentarão significativamente!
Pronto para acertar? Confira os tópicos abaixo!

 

Atuar na informalidade

Novos empreendedores se veem tentados a começar as atividades de maneira informal. A intenção principal é fugir dos impostos, porém, a verdade é que sem a formalização o negócio fica impedido de crescer. Apenas com o CPNJ haverá as possibilidades de emissão de nota fiscal, abertura de conta bancária para pessoa jurídica, uso de máquinas de cartão de crédito e solicitação de empréstimos públicos a juros mais baixos. Sem contar que, na informalidade, sua atividade, será sempre encarada como algo pouco profissional e improvisado. O que isso significa? Perda de mercado e de vendas!

Começar sem um plano de negócios

Antes de iniciar qualquer atividade, o empreendedor deve elaborar um plano de negócios, ferramenta fundamental para o sucesso de qualquer projeto. É por meio dele que o empresário definirá ações e metas a serem cumpridas a curto, médio e longo prazos.
Para desenvolver negócios também é preciso trilhar o caminho do sucesso. Esse caminho, muitas vezes, pode ser sintetizado em metas. Afinal, não há como se favorecer das oportunidades sem saber onde se quer chegar. Além de estabelecer prazos para alcançar metas, que devem ser claras e específicas, é importante definir também valores para alcançar o objetivo traçado. Custo e prazo vão dar a dimensão das dificuldades e dos passos para atingir a meta.
As estatísticas indicam que um em cada três novas empresas brasileiras fecham antes de completar um ano por pura falta de planejamento. Fuja dessa margem tão negativa! Trace um bom plano de negócios e comece com o pé direito!
Falta de capacitação
Você é professor e decidiu abrir uma escola para aulas de reforço? Ótimo! Experiência no ramo de atuação é importante, mas saiba que não é tudo. Boa parte dos novos empreendedores acredita que pode levar uma empresa adiante apenas com base em conhecimento técnico. Porém, isso é um erro! Se não souber aplicar técnicas corretas de administração, o empresário corre o risco de ver o negócio afundar. Então o segredo é procurar se capacitar para ser um bom gestor.
Reconheço a coragem de muitos empreendedores em abrir uma empresa sem uma boa base. Eles possuem conhecimento de mercado e isso é importante, mas não garante a perenidade, a continuidade.
Lembro meu sócio todos os dias que tenho minhas limitações e as reconheço. Se chegar o ponto em que eu não saberei tocar determinado ponto do negócio, buscarei alguém capacitado para isso, mas vou buscar conhecer do assunto.
Por vezes a arrogância nos fazer achar que sabemos demais. Só os ignorantes acham que sabem demais, as pessoas que tem estudo tem certeza de que sabem pouco... Paradoxal, não é?

Desorganização financeira

As maiores dúvidas dos micro e pequenos empresários estão relacionadas ao setor de finanças. Muitos vivem mergulhados em uma completa desorganização financeira, o que muitas vezes leva as contas bancárias ao vermelho.
gestão financeira tem que ser uma prioridade. A começar pela burocracia, que engloba as verbas necessárias para abrir um novo negócio e arcar com taxas e tributos, é fundamental buscar orientação. Não entender as finanças é um erro grave que compromete a visualização dos rendimentos e gastos.
O primeiro passo para corrigir isso é realizar o fluxo de caixa. Com planilhas simples, é possível controlar os valores que entram e saem, inclusive com previsões futuras. Dessa forma, o empresário terá total controle da situação monetária e poderá planejar o crescimento saudável do negócio.
O contador é um dos profissionais que mais pode auxiliar nesse passo e, ainda, orientar sobre as melhores opções de enquadramento da empresa para que se obtenha menor custo tributário. Indispensável para o desenvolvimento empresarial, ele deve oferecer um serviço pautado pela gestão contábil da empresa para agregar muito mais do que apenas o registro dos dados legais. É importante considerar esses detalhes ao buscar o escritório contábil que vai ajudar a controlar as finanças.
 Confusão patrimonial
Chamo isso de coisa de amador!
Vocês pensam que é coisa de iniciante? Não, é coisa de gente com mais de 20 anos de estrada. Já quebraram por isso e continuam com a mesma história: A empresa é minha, não vejo mal nenhum!
Sigamos com o artigo...
Esse é um dos erros mais comuns entre as empresas de pequeno porte. A confusão patrimonial caracteriza-se quando o empresário usa o dinheiro da empresa para pagar despesas pessoais, como a fatura do cartão de crédito, a escola dos filhos e as contas da casa. O dono do negócio deve fixar uma retirada mensal, tecnicamente chamada de pró-labore e encará-la como um salário. A possibilidade de saques extras deve ser descartada e os recursos devem ser aplicados na própria empresa, para que ela tenha condições de crescer.
Como rara exceção à essa regra eu coloco a compra de um carro através do CNPJ da empresa. Isso por que a Pessoa Física paga muitos impostos e por vezes usa seu carro particular mais para trabalhar do que para lazer.
O cenário ideal é o carro da empresa para trabalhar e o pessoal para o lazer e atividades pessoais. Porém, só defendo isso quando a gestão é separada e o carro é necessário!
Juro não entender o motivo para a confusão e misturar as coisas!
Imagine que sua empresa fatura 50 mil/ mês em média e que deste montante 15 mil são líquidos de impostos, ou seja, o que sobra são 15 mil. Você, empreendedor, tem capacidade de tirar cerca de  mil ao mês e pagar suas contas de casa...

Cálculos errados para lucro e preço

Empreendedores iniciantes também costumam errar muito na hora de definir a margem de lucro e fixar preços de produtos. É bastante comum encontrar empresários que vendem muito, mas se queixam de que no final do mês não conseguem ver o dinheiro entrar. Isso acontece em razão de cálculos equivocados. Saiba que há técnicas corretas para definir margens de lucro e preço de produtos e serviços. Se você não as conhece está na hora de rever as finanças da empresa!

Não dar a devida atenção ao capital inicial e fluxo de caixa

A compreensão do capital inicial e fluxo de caixa da empresa é muito importante. Estude os valores considerando sempre as perspectivas de retorno do investimento. Isso é muito valioso, sobretudo, para quem busca parceiros ou investidores. Não observar as quantias para esses dois pontos é um descuido que certamente não atrairá alguém disposto a investir no seu negócio, já que você não sabe controlá-lo.
Para quem quer captar investimentos, a busca por grupos com experiência em impulsionar startups é uma ótima opção para chegar às pessoas certas. Já quem depende de apoio dos bancos, a dica é sempre avaliar as melhores opções de crédito, buscando instituições bancárias que ofereçam as menores taxas.

Não negociar com fornecedores

Cortar gastos e economizar ao máximo: o empreendedor que pensa assim vai longe! Uma estratégia importante para se conseguir o melhor aproveitamento dos recursos é negociar com os fornecedores. Se você tiver um bom fluxo de caixa, conseguirá fazer compras grandes com pagamento à vista, o que pode significar custos menores na hora de repor o estoque e lucros mais altos no momento das vendas. Portanto, sempre pesquise vários fornecedores e negocie com eles na busca do melhor negócio!
Ainda no fim da semana que passou escrevi um artigo que trata um pouco sobre isso...
Mas não é só isso!
Negociar com fornecedores, ser fiel, sempre pesquisar, sempre negociar. Manter as contas em dia... Se precisar de prazo, avise e renegocie as dívidas, mas jamais deixe de pagar.
Nunca enrole um fornecedor ou parceiro, pague em dia seus caminhoneiros, empregados e prestadores de serviço.
Nada melhor do que ter BOM NOME entre as pessoas parceiras!
  

Trabalhar sem gerenciamento de estoque

O gerenciamento de estoque também é um dos pontos fundamentais para o sucesso de um negócio, seja ele virtual ou físico. Todo empreendedor deve ter em mente que, se vender, precisa entregar. Por este motivo é tão importante saber exatamente a quantidade de cada item disponível. E se você trabalha com mercadoria de curto prazo de validade, o controle deve ser ainda mais rigoroso já que corre o risco de ter grandes prejuízos caso o estoque vença nas prateleiras.

Ignorar marketing e divulgação

Estratégias de comunicação devem ser adotadas em qualquer negócio, seja ele de grande ou pequeno porte. Marketing e divulgação são essenciais para negócios em fase inicial. Algumas medidas criativas podem ser adotadas sem grandes custos. Quer algumas ideias? Mande mensagens para o e-mail de seus clientes, por exemplo, informando sobre novidades e promoções, crie um programa de fidelidade e entre para as redes sociais. Simples e eficiente!
Passei sete meses escrevendo em média 2 artigos por semana no BLOG da minha empresa.
No início de 2018 tive o retorno de tudo isso com 4 novos clientes e outros que me procuram semanalmente. Sim, um cliente por semana no mínimo e sem link’s patrocinados, sem um serviço 100% profissional, sem pagar anúncios...
O marketing digital é aquele que trabalha por você. É o seu comercial remoto 24h no ar. Invista!
Não demore para lançar um produto ou serviço
Esta dica é para os empreendedores que estão começando uma nova startup. Uma dupla, ou equipe de co-fundadores, pode levar meses para desenvolver um produto ou serviço, mesmo que a ideia já esteja validada. Muitas vezes, com a preocupação de lançar um produto ou serviço completamente lapidado.
Essa demora no lançamento pode custar caro para a startup, pois o mercado pode mudar incrivelmente rápido. Uma ideia sensacional há 6 meses atrás pode não ter o mesmo impacto caso seu lançamento seja demorado. A solução? Não se preocupe em desenvolver features extras antes mesmo de lançar, foque no core business e solte um MVP o mais rápido possível.
Com os primeiros usuários aparecerão os primeiros erros/bugs e sugestões de funcionalidades, permitindo desenvolver de acordo com as necessidades dos usuários/clientes. Com o MVP será possível perceber também se sua ideia é brilhante ou não, permitindo que mude o foco da startup antes mesmo de a lançar.
Ricardo Murça é empreendedor e administrador de empresas.
Formado em Farmácia pela Universidade Católica de Santos e em Administração de Empresas pela FGV - Pós Graduação.
É proprietário da Pharlog Transportes e atua como consultor regulatório e administrador de empresas novas e em dificuldades.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Quando a vida dá certo, ninguém pergunta “por quê?”

Recebi recentemente um texto pelo WhatsApp, sem autoria clara, mas que me fez pensar.

Ele traz uma história atribuída a Arthur Ashe, lendário campeão de Wimbledon, que enfrentou uma doença grave no fim da vida.

Em meio a mensagens de fãs, alguém teria perguntado:

“Por que Deus escolheu você para passar por isso?”

E a resposta atribuída a ele é simples — e incômoda:

quando estava no auge, vencendo, sendo reconhecido, ele nunca perguntou “por que eu?”.

Então, por que faria isso agora, diante da dor?

O ponto que realmente importa

Independentemente da precisão histórica da história, a reflexão é válida.

Nós tendemos a questionar a vida quando algo dá errado.

Mas raramente questionamos quando tudo dá certo.

Aceitamos o sucesso como merecido.

E o sofrimento como injusto.

A assimetria da nossa percepção

Isso revela algo importante:

não lidamos com a vida de forma equilibrada.

Queremos controle quando perdemos.

Mas naturalizamos quando ganhamos.

E isso cria uma expectativa silenciosa de que a vida deveria seguir um padrão de conforto contínuo — o que, na prática, não existe.

A comparação que nunca se resolve

O texto também traz uma imagem interessante:

alguém no campo olha para um avião e sonha em voar.
o piloto olha para baixo e sonha em voltar para casa.

Essa dinâmica é constante.

Sempre existe alguém olhando para a sua vida e desejando estar no seu lugar — ao mesmo tempo em que você olha para outra realidade e pensa que poderia estar melhor.

O problema não é a vida — é o referencial

Quando tudo é comparado, nada parece suficiente.

Quando tudo é esperado, nada é valorizado.

E, aos poucos, a pessoa perde a capacidade de perceber o que já tem — e passa a viver em função do que falta.

O que essa reflexão provoca

Não é uma mensagem de conformismo.

Não é sobre aceitar tudo passivamente.

É sobre reconhecer que:

— nem tudo é controle
— nem tudo é injustiça
— nem tudo é merecimento

E que a forma como interpretamos os acontecimentos influencia diretamente como vivemos.

Conclusão

Talvez a pergunta não seja:

“por que isso está acontecendo comigo?”

Mas algo mais simples — e mais difícil:

“como eu vou lidar com isso?”

Porque, no fim, não é o que acontece que define a vida.

É a forma como cada um responde ao que acontece.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

E se alguém te oferecesse um caminho mais tranquilo de viver?


E se alguém te oferecesse um caminho mais tranquilo de viver?

Imagine uma situação simples.

Alguém te deseja bom dia — não precisa ser um amigo próximo — e, junto com isso, compartilha algo que mudou a forma como vive.

Essa pessoa diz que aprendeu a:

— ser mais calma
— desacelerar os pensamentos
— lidar melhor com a ansiedade
— reduzir aquela sensação constante de pressa

E, sem perceber, você começa a prestar atenção.

Porque, no fundo, o que está sendo oferecido não é uma opinião.

É um presente.

Algo que não custou dinheiro, mas exigiu tempo, prática e disposição

O problema não é falta de informação

Hoje, todo mundo sabe o que deveria fazer:

— tomar decisões com mais calma
— planejar melhor
— estar mais presente
— cuidar da saúde física e mental
— dar atenção real às pessoas importantes

Mas saber não é fazer.

O que falta, na maioria das vezes, não é conhecimento.

É organização interna.

A vida acelerada cobra um preço

A sensação de urgência constante, o imediatismo, a necessidade de resolver tudo ao mesmo tempo — isso vai desgastando.

E, aos poucos, a pessoa perde:

— qualidade nas decisões
— presença nas relações
— conexão consigo mesma

A vida vira uma sequência de reações, não de escolhas.

E se fosse possível viver de outro jeito?

Sem promessas milagrosas.

Sem fórmulas rápidas.

Mas com um caminho possível:

— fazer o que precisa ser feito
— com atenção
— sem ansiedade constante
— sem depender do resultado para se sentir bem

Aprender a agir com mais consciência.

E aceitar que nem tudo está sob controle — mas que muita coisa pode ser conduzida com mais clareza.

Minha experiência com isso

Eu não cheguei nisso por acaso.

Foi um processo.

Comecei pela psicoterapia, buscando entender meu funcionamento, meus impulsos e meus padrões. A psicologia, nesse sentido, funciona como uma espécie de “mecânica” da mente: você aprende como as coisas operam.

Depois, aprofundei em leituras que me ajudaram a organizar essa visão, como As Sete Leis Espirituais do Sucesso e Criando Prosperidade.

Mas o que realmente consolidou esse processo foi a prática.

A meditação.

Sem vínculo religioso, sem complexidade desnecessária — apenas como um treino de atenção.

E, aos poucos, os efeitos aparecem:

— mais clareza
— mais estabilidade emocional
— mais presença
— decisões melhores

Não é sobre perfeição

É importante deixar claro:

isso não elimina problemas.

Mas muda a forma como você lida com eles.

Você passa a:

— reagir menos
— pensar melhor
— agir com mais consistência

E isso, ao longo do tempo, muda a qualidade da sua vida.

Um convite, não uma regra

Não existe um único caminho.

O que funcionou para mim pode não ser exatamente o que funcionará para você.

Mas existe um ponto comum:

é preciso começar.

Testar. Ajustar. Persistir.

Sem pressa.

Conclusão

Se alguém um dia te oferecer um caminho mais tranquilo de viver, talvez valha a pena escutar.

Não porque é fácil.

Mas porque é possível.

E, às vezes, é exatamente isso que está faltando.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Dura realidade para o trabalhador

Dura realidade para o trabalhador

Sindicatos se desmantelando e o patronal sambando sobre as novas Leis Trabalhistas trazem uma dura realidade para o trabalhador.
Mas quem devemos culpar?
Alguns culpam o Governo, outros o sindicato outros a própria categoria. Cada um culpa a quem interessa.
É fato de que o Governo atual é péssimo, em minha opinião. Mas hoje minha opinião tange uma questão mais próxima, mais personalizada.
O trabalhador... E quando escrevo do trabalhador eu vou colocar no balaio o trabalhador farmacêutico, com o qual tive contato por muitos anos. Não posso aqui citar diretamente nomes, entidades e demais fatos.
Muitos sindicatos, baseados na lei trabalhista lá dos anos 50’s, prepararam suas camas e se deitaram. Grande parte dos trabalhadores, é fato, tinham os sindicatos como a salvação, o protetor e por assim foi durante muito tempo.
Questão de tempo até alguém perceber como fazer para viver daquilo.
Bem, muitas categorias conseguiram consolidar um sindicato forte, respeitado e operante, ainda que seus sindicatos tenham problemas nas Diretorias, corrupção e desvio das funções ou até mesmo a inoperância.
Está errado? Sim, mas são entidades que, definitivamente, não dependem do – obrigatório – para viver. Ou seja, mesmo que o imposto obrigatório não seja mais obrigatório, seus associados – os trabalhadores – da categoria enxergam que há vantagem em ser sindicalizado.
Mas e por que muitos sindicatos estão quebrando?
Por que não fizerem o dever de casa!
O dever de casa consiste em trabalhar, aglutinar sócios, novas lideranças, atuar politicamente mas sem fisiologismos e filiações partidárias diretas.
As Diretorias de Sindicatos que, após a nova legislação trabalhista, fizeram comunicados culpando a categoria por não terem se associado, na verdade jogaram uma pá de cal nas próprias costas.
Vale lembrar que, como eu escrevi no parágrafo anterior, os culpados são os Diretores dos Sindicatos. Tanto os atuais quanto aqueles que se arrastam por 50, 40, 30, 20 anos... Como culpar uma entidade? Isso não existe!
Reflitamos aqui juntos...
Se as Diretorias são eleitas pelo voto dos farmacêuticos, então... ? Isso mesmo!
É neste lapso de pensamento que entra a responsabilidade da categoria. E não adianta se furtar da responsabilidade meu amigo. Quando você recebe um diploma, você recebe as responsabilidades de sua categoria, da sua classe trabalhadora.

As entidades são responsabilidade de toda a categoria, sem dúvida alguma.

Então há um sindicato ruim na minha categoria (seja ela qual for), corrupto (se for o caso), inoperante e que a Diretoria tem as minhas contribuições como meio de vida... E o Autor deste texto ainda defende que eu seja sindicalizado ou sócio? Tá de brincadeira!
Não, não estou de brincadeira. Parece paradoxal, mas não é!
Permita-me explicar uma coisa: Você só pode mudar uma condição se você conhecer, atuar sobre ela e ajudar a decidir.
No caso de um sindicato, que nada mais é do que uma associação, você precisa ser sócio para poder votar e ser votado. Isso mesmo! Para poder votar em uma outra chapa ou mesmo montar uma chapa você precisa ser sócio!
E ser sócio é só o primeiro passo, o básico. Certamente existem muitas outras exigências... E como tem exigências...

Pulei uma linha para destacar algo importante.
Muitos sindicatos utilizaram o artifício da não associação (ou angariar novos sócios), como defesa para evitar que novas pessoas montassem novas chapas.
- Como assim? Isso é idiotice, não é mesmo?
Não, eu chamo de má-fé e incompetência.
Má fé ainda existe quando os estatutos são manipulados juridicamente para permitir que – aposentados sejam Diretores de um sindicato de trabalhadores ativos, empresários presidentes (ainda que existam situações especiais como o profissional que é PJ e trabalhador ao mesmo tempo), pessoas que mal trabalharam ou nem trabalham sejam Diretores.
Ao saberem de sua própria incompetência e de que terão que trabalhar muito para se manterem em seus cargos, a não associação de novos membros é requisito sine qua non para evitar reclamações e novas chapas.
Expulsar, perseguir, torturar psicologicamente membros atuantes, os reclamões e outros que criticam é também uma prática vista em algumas instituições. As mesmas se disseram vitimas destas práticas no regime militar.

Também vale o destaque em que digo: Nem todos os sindicatos são assim, nem todos são iguais. Existem bons sindicatos e cada um que ataque pedra no seu sindicato, OK?

Para isso, amigo trabalhador, seu primeiro passo é realmente se tornar sócio do seu sindicato. Isso me dói por que vejo Diretorias que não merecem – aquilo que o gato enterra... Mas é um mal necessário.
Porém, de nada adianta ser sócio sem atuar... Então atue, cobre seu sindicato e se junte a grupos que estão buscando mudar a situação do seu sindicato.

Esse é um primeiro texto e acho que temos mais algum material para escrever mais alguns.
Antes, vamos ver qual a reação dos trabalhadores. O que este texto vai fazer com a indignação pessoal de cada um? Quais serão as ações dos trabalhadores que vão ler este meu texto?
Gostou, basta pedir mais que teremos mais assuntos a abordar!

Um abraço.


Ricardo Murça

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Anvisa publica RDC 208 que simplifica processos de importação de bens e produtos

Anvisa publica RDC 208 que simplifica processos de importação de bens e produtos sujeitos à Vigilância Sanitária.
A medida simplifica alguns procedimentos e deve ter um impacto positivo no custo de armazenagem das empresas que trazer produtos relacionado à saúde para o Brasil.
https://www.pharlog.com.br/anvisa-rdc208-importacao/

Os procedimentos para importação de produtos sujeitos à vigilância sanitária foram simplificados. A Anvisa publicou nesta segunda-feira (8/1) a resolução RDC 208/2018 que eliminou algumas exigências da norma anterior.
A medida simplifica alguns procedimentos  e deve ter um impacto positivo no custo de armazenagem das empresas que trazer produtos relacionado à saúde para o Brasil.
De acordo com o diretor de Controle e Monitoramento Sanitários, Willian Dib, a RDC 208 retirou das exigências documentos que as empresas só conseguiam depois que as cargas chegavam ao país, o que gerava custos com armazenagem, encarecendo o preço final dos produtos.
Segundo Dib o foco é atuar baseado no risco “A simplificação do processo referente a licenças de importação é mais uma iniciativa da Anvisa que visa racionalizar sua atuação e focar nos produtos com maior risco.”
A Agência também está abrindo uma consulta pública sobre o gerenciamento de risco sanitário aplicado às atividades de controle e fiscalização na importação de bens e produtos sob vigilância sanitária
Confira as principais mudanças da RDC 208/2018:
Alterações
  • Alterado o prazo de cumprimento de exigência para 30 dias.
  • Alterado capítulo de rotulagem que agora diferencia as informações segundo a classe de produtos.
Revogações
  • Vinculação de NCM a determinado procedimento.
  • Todos os dispositivos que determinavam a análise do processo no local do desembaraço do produto.
  • Todos os dispositivos que requeriam a autenticação e reconhecimento de firma.
  • Exigência de registrar nas observações da LI os dados de AFE e registro do produto, que passam a integrar o formulário eletrônico de petição.
  • Exigência de declaração de lote, pois essa informação consta no formulário eletrônico de petição.
  • Exigências de autorização de embarque, agora restritas a procedimento 1 que incluiu a lista C3.
  • Exigência de comunicação de Entreposto Aduaneiro.
  • Exigência de licenciamento de cabelo e vestuário.
  • Exigências de GRU, assinatura de responsável técnico, autorização de acesso, declaração de lotes, procuração e documento de averbação emitido pelo recinto alfandegado que comprovem a presença da carga.
  • Exigência de certificado e laudo de análise para importação de alimentos.
A Pharlog Transportes atua com processos de Transporte em Importação e Exportação – DTA e DI inclusive com cargas refrigeradas.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Farmacêutico especialista em transportes, logística e distribuição

Depois que melhorei meu perfil lá no Google +, algumas pessoas tem me perguntado sobre meu currículo, o que eu faço e etc.

Bem, resumindo, sou Farmacêutico especialista em Transportes, Logística e Distribuição com 14 anos de experiência.Sou pós graduado em Administração de Empresas pela FGV e atuo com consultorias empresariais na área regulatória e administrativa.
Na área da administração meu perfil é o de consertar, arrumar, organizar e desenvolver empresas, com facilidade de lidar com recursos limitados e atuar com criatividade.Consultorias regulatórias para licenciamento sanitário, Anvisa, CRF SP e etc.
Quer saber mais, me mande uma mensagem!
Um abraço



Ministro palestras, cursos e treinamentos relacionando o dia a dia dos profissionais em treinamento com a realidade do empresário. 
Também abordo temas como saúde, qualidade de vida, higiene pessoal e do trabalho, uso reacional de medicamentos, técnicas de injetáveis, postura no trabalho e muitos outros temas.

Já atuei como professor em cursos técnicos na área da saúde com saúde pública, legislação, ética, farmacologia, administração e empreendedorismo, reforços escolares em matérias como história, geografia, química, etc.

Atualmente possuo a possibilidade de assumir uma responsabilidade técnica (não sei até quando), mas pode ser útil em algum projeto!

Me mande um e-mail: ricamurca@yahoo.com.br ou (11) 982719939

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Meu currículo e serviços

Curiosamente nesta manhã de quarta me perguntaram sobre meu currículo. Confesso que fiquei um pouco surpreso, pois foi um concorrente.
Contudo, com uma boa conversa, descobri que ele precisava de uma ajuda e que o seu ramo nem era tão concorrente assim com o meu. Sem problemas, disse à ele, vamos conversar.
Almoçamos juntos aqui na Vila Maria, no Rossio - Pra quem não conhece é um restaurante referência e bem gostoso.

Contei sobre minha saída recente da empresa em que prestei serviços por mais de dez anos (e disse que nunca fizesse isso com seus funcionários: Demitir às vésperas do Natal).
Imaginem que eu era um prestador de serviços com responsabilidade em tempo integral e disponível a qualquer hora. Já viram isso? Só eu mesmo!

Ao dizer que estava com esta lacuna no meu tempo a conversa fluiu ainda mais e ele me expôs suas necessidades e até mesmo angústias na empresa. Uma empresa desorganizada, com alto custo fixo, folha alta demais, lucros esmagados, sem capital de giro e, ele, desanimado para desenvolver uma nova visão.

Eu disse: Sem querer me gabar, mas achou o cara certo! E digo por que é muito difícil uma necessidade casar tão bem com um perfil, pois é exatamente nisso que sou bom: Reorganizar, eliminar o que não serve mais, reduzir, organizar, testar, operar, desenvolver e entregar em funcionamento.

Visitei a empresa e realmente me deparei com situações difíceis para serem contornadas por um - pai fresco - que quer curtir o filho de três meses. Além disso, os problemas de pessoal são de difícil solução, afinal um coração enorme tem dessas dificuldades.

Bem, começamos bem o ano com uma consultoria pequena, mas promissora!

Obrigado e sucesso para nós e, segue um mini-currículo aos interessados!

RICARDO MURÇA é farmacêutico há 14 anos e teve passagens com experiência nas áreas hospitalar, magistral e drogaria/ varejo. 
A atuação no varejo se dava como balconista, tendo começado em uma grande rede aos 16 anos e posteriormente como farmacêutico.
Após formado atuou brevemente em drogarias tendo se especializado em Logística, Transportes e Assuntos Regulatórios.

Sua larga atuação junto à entidades, inclusive no âmbito trabalhista, lhe rendeu possibilidades de atuar como consultor empresarial nas áreas de Distribuição, Transportes, Logística e Importação, desenvolvendo diversas atividades técnicas e administrativas.

Essas necessidades o levaram à Formação em Administração de Empresas pela FGV em 2012 (Especialização).
Montou a M.Care Consultoria em 2006 e em 2016 a Pharlog Transportes e Logística.

Atualmente atua como consultor em uma empresa de transportes (fixo) e divide seu tempo entre a Pharlog Transportes e a M.Care Consultoria.

Possui hoje a disponibilidade de atuar como farmacêutico RT por uma empresa, desde que agregue questões relacionadas ao seu currículo.

Contatos: (11) 982719939/ ricamurca@yahoo.com.br