terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Dura realidade para o trabalhador

Dura realidade para o trabalhador

Sindicatos se desmantelando e o patronal sambando sobre as novas Leis Trabalhistas trazem uma dura realidade para o trabalhador.
Mas quem devemos culpar?
Alguns culpam o Governo, outros o sindicato outros a própria categoria. Cada um culpa a quem interessa.
É fato de que o Governo atual é péssimo, em minha opinião. Mas hoje minha opinião tange uma questão mais próxima, mais personalizada.
O trabalhador... E quando escrevo do trabalhador eu vou colocar no balaio o trabalhador farmacêutico, com o qual tive contato por muitos anos. Não posso aqui citar diretamente nomes, entidades e demais fatos.
Muitos sindicatos, baseados na lei trabalhista lá dos anos 50’s, prepararam suas camas e se deitaram. Grande parte dos trabalhadores, é fato, tinham os sindicatos como a salvação, o protetor e por assim foi durante muito tempo.
Questão de tempo até alguém perceber como fazer para viver daquilo.
Bem, muitas categorias conseguiram consolidar um sindicato forte, respeitado e operante, ainda que seus sindicatos tenham problemas nas Diretorias, corrupção e desvio das funções ou até mesmo a inoperância.
Está errado? Sim, mas são entidades que, definitivamente, não dependem do – obrigatório – para viver. Ou seja, mesmo que o imposto obrigatório não seja mais obrigatório, seus associados – os trabalhadores – da categoria enxergam que há vantagem em ser sindicalizado.
Mas e por que muitos sindicatos estão quebrando?
Por que não fizerem o dever de casa!
O dever de casa consiste em trabalhar, aglutinar sócios, novas lideranças, atuar politicamente mas sem fisiologismos e filiações partidárias diretas.
As Diretorias de Sindicatos que, após a nova legislação trabalhista, fizeram comunicados culpando a categoria por não terem se associado, na verdade jogaram uma pá de cal nas próprias costas.
Vale lembrar que, como eu escrevi no parágrafo anterior, os culpados são os Diretores dos Sindicatos. Tanto os atuais quanto aqueles que se arrastam por 50, 40, 30, 20 anos... Como culpar uma entidade? Isso não existe!
Reflitamos aqui juntos...
Se as Diretorias são eleitas pelo voto dos farmacêuticos, então... ? Isso mesmo!
É neste lapso de pensamento que entra a responsabilidade da categoria. E não adianta se furtar da responsabilidade meu amigo. Quando você recebe um diploma, você recebe as responsabilidades de sua categoria, da sua classe trabalhadora.

As entidades são responsabilidade de toda a categoria, sem dúvida alguma.

Então há um sindicato ruim na minha categoria (seja ela qual for), corrupto (se for o caso), inoperante e que a Diretoria tem as minhas contribuições como meio de vida... E o Autor deste texto ainda defende que eu seja sindicalizado ou sócio? Tá de brincadeira!
Não, não estou de brincadeira. Parece paradoxal, mas não é!
Permita-me explicar uma coisa: Você só pode mudar uma condição se você conhecer, atuar sobre ela e ajudar a decidir.
No caso de um sindicato, que nada mais é do que uma associação, você precisa ser sócio para poder votar e ser votado. Isso mesmo! Para poder votar em uma outra chapa ou mesmo montar uma chapa você precisa ser sócio!
E ser sócio é só o primeiro passo, o básico. Certamente existem muitas outras exigências... E como tem exigências...

Pulei uma linha para destacar algo importante.
Muitos sindicatos utilizaram o artifício da não associação (ou angariar novos sócios), como defesa para evitar que novas pessoas montassem novas chapas.
- Como assim? Isso é idiotice, não é mesmo?
Não, eu chamo de má-fé e incompetência.
Má fé ainda existe quando os estatutos são manipulados juridicamente para permitir que – aposentados sejam Diretores de um sindicato de trabalhadores ativos, empresários presidentes (ainda que existam situações especiais como o profissional que é PJ e trabalhador ao mesmo tempo), pessoas que mal trabalharam ou nem trabalham sejam Diretores.
Ao saberem de sua própria incompetência e de que terão que trabalhar muito para se manterem em seus cargos, a não associação de novos membros é requisito sine qua non para evitar reclamações e novas chapas.
Expulsar, perseguir, torturar psicologicamente membros atuantes, os reclamões e outros que criticam é também uma prática vista em algumas instituições. As mesmas se disseram vitimas destas práticas no regime militar.

Também vale o destaque em que digo: Nem todos os sindicatos são assim, nem todos são iguais. Existem bons sindicatos e cada um que ataque pedra no seu sindicato, OK?

Para isso, amigo trabalhador, seu primeiro passo é realmente se tornar sócio do seu sindicato. Isso me dói por que vejo Diretorias que não merecem – aquilo que o gato enterra... Mas é um mal necessário.
Porém, de nada adianta ser sócio sem atuar... Então atue, cobre seu sindicato e se junte a grupos que estão buscando mudar a situação do seu sindicato.

Esse é um primeiro texto e acho que temos mais algum material para escrever mais alguns.
Antes, vamos ver qual a reação dos trabalhadores. O que este texto vai fazer com a indignação pessoal de cada um? Quais serão as ações dos trabalhadores que vão ler este meu texto?
Gostou, basta pedir mais que teremos mais assuntos a abordar!

Um abraço.


Ricardo Murça

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Anvisa publica RDC 208 que simplifica processos de importação de bens e produtos

Anvisa publica RDC 208 que simplifica processos de importação de bens e produtos sujeitos à Vigilância Sanitária.
A medida simplifica alguns procedimentos e deve ter um impacto positivo no custo de armazenagem das empresas que trazer produtos relacionado à saúde para o Brasil.
https://www.pharlog.com.br/anvisa-rdc208-importacao/

Os procedimentos para importação de produtos sujeitos à vigilância sanitária foram simplificados. A Anvisa publicou nesta segunda-feira (8/1) a resolução RDC 208/2018 que eliminou algumas exigências da norma anterior.
A medida simplifica alguns procedimentos  e deve ter um impacto positivo no custo de armazenagem das empresas que trazer produtos relacionado à saúde para o Brasil.
De acordo com o diretor de Controle e Monitoramento Sanitários, Willian Dib, a RDC 208 retirou das exigências documentos que as empresas só conseguiam depois que as cargas chegavam ao país, o que gerava custos com armazenagem, encarecendo o preço final dos produtos.
Segundo Dib o foco é atuar baseado no risco “A simplificação do processo referente a licenças de importação é mais uma iniciativa da Anvisa que visa racionalizar sua atuação e focar nos produtos com maior risco.”
A Agência também está abrindo uma consulta pública sobre o gerenciamento de risco sanitário aplicado às atividades de controle e fiscalização na importação de bens e produtos sob vigilância sanitária
Confira as principais mudanças da RDC 208/2018:
Alterações
  • Alterado o prazo de cumprimento de exigência para 30 dias.
  • Alterado capítulo de rotulagem que agora diferencia as informações segundo a classe de produtos.
Revogações
  • Vinculação de NCM a determinado procedimento.
  • Todos os dispositivos que determinavam a análise do processo no local do desembaraço do produto.
  • Todos os dispositivos que requeriam a autenticação e reconhecimento de firma.
  • Exigência de registrar nas observações da LI os dados de AFE e registro do produto, que passam a integrar o formulário eletrônico de petição.
  • Exigência de declaração de lote, pois essa informação consta no formulário eletrônico de petição.
  • Exigências de autorização de embarque, agora restritas a procedimento 1 que incluiu a lista C3.
  • Exigência de comunicação de Entreposto Aduaneiro.
  • Exigência de licenciamento de cabelo e vestuário.
  • Exigências de GRU, assinatura de responsável técnico, autorização de acesso, declaração de lotes, procuração e documento de averbação emitido pelo recinto alfandegado que comprovem a presença da carga.
  • Exigência de certificado e laudo de análise para importação de alimentos.
A Pharlog Transportes atua com processos de Transporte em Importação e Exportação – DTA e DI inclusive com cargas refrigeradas.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Farmacêutico especialista em transportes, logística e distribuição

Depois que melhorei meu perfil lá no Google +, algumas pessoas tem me perguntado sobre meu currículo, o que eu faço e etc.

Bem, resumindo, sou Farmacêutico especialista em Transportes, Logística e Distribuição com 14 anos de experiência.Sou pós graduado em Administração de Empresas pela FGV e atuo com consultorias empresariais na área regulatória e administrativa.
Na área da administração meu perfil é o de consertar, arrumar, organizar e desenvolver empresas, com facilidade de lidar com recursos limitados e atuar com criatividade.Consultorias regulatórias para licenciamento sanitário, Anvisa, CRF SP e etc.
Quer saber mais, me mande uma mensagem!
Um abraço



Ministro palestras, cursos e treinamentos relacionando o dia a dia dos profissionais em treinamento com a realidade do empresário. 
Também abordo temas como saúde, qualidade de vida, higiene pessoal e do trabalho, uso reacional de medicamentos, técnicas de injetáveis, postura no trabalho e muitos outros temas.

Já atuei como professor em cursos técnicos na área da saúde com saúde pública, legislação, ética, farmacologia, administração e empreendedorismo, reforços escolares em matérias como história, geografia, química, etc.

Atualmente possuo a possibilidade de assumir uma responsabilidade técnica (não sei até quando), mas pode ser útil em algum projeto!

Me mande um e-mail: ricamurca@yahoo.com.br ou (11) 982719939

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Meu currículo e serviços

Curiosamente nesta manhã de quarta me perguntaram sobre meu currículo. Confesso que fiquei um pouco surpreso, pois foi um concorrente.
Contudo, com uma boa conversa, descobri que ele precisava de uma ajuda e que o seu ramo nem era tão concorrente assim com o meu. Sem problemas, disse à ele, vamos conversar.
Almoçamos juntos aqui na Vila Maria, no Rossio - Pra quem não conhece é um restaurante referência e bem gostoso.

Contei sobre minha saída recente da empresa em que prestei serviços por mais de dez anos (e disse que nunca fizesse isso com seus funcionários: Demitir às vésperas do Natal).
Imaginem que eu era um prestador de serviços com responsabilidade em tempo integral e disponível a qualquer hora. Já viram isso? Só eu mesmo!

Ao dizer que estava com esta lacuna no meu tempo a conversa fluiu ainda mais e ele me expôs suas necessidades e até mesmo angústias na empresa. Uma empresa desorganizada, com alto custo fixo, folha alta demais, lucros esmagados, sem capital de giro e, ele, desanimado para desenvolver uma nova visão.

Eu disse: Sem querer me gabar, mas achou o cara certo! E digo por que é muito difícil uma necessidade casar tão bem com um perfil, pois é exatamente nisso que sou bom: Reorganizar, eliminar o que não serve mais, reduzir, organizar, testar, operar, desenvolver e entregar em funcionamento.

Visitei a empresa e realmente me deparei com situações difíceis para serem contornadas por um - pai fresco - que quer curtir o filho de três meses. Além disso, os problemas de pessoal são de difícil solução, afinal um coração enorme tem dessas dificuldades.

Bem, começamos bem o ano com uma consultoria pequena, mas promissora!

Obrigado e sucesso para nós e, segue um mini-currículo aos interessados!

RICARDO MURÇA é farmacêutico há 14 anos e teve passagens com experiência nas áreas hospitalar, magistral e drogaria/ varejo. 
A atuação no varejo se dava como balconista, tendo começado em uma grande rede aos 16 anos e posteriormente como farmacêutico.
Após formado atuou brevemente em drogarias tendo se especializado em Logística, Transportes e Assuntos Regulatórios.

Sua larga atuação junto à entidades, inclusive no âmbito trabalhista, lhe rendeu possibilidades de atuar como consultor empresarial nas áreas de Distribuição, Transportes, Logística e Importação, desenvolvendo diversas atividades técnicas e administrativas.

Essas necessidades o levaram à Formação em Administração de Empresas pela FGV em 2012 (Especialização).
Montou a M.Care Consultoria em 2006 e em 2016 a Pharlog Transportes e Logística.

Atualmente atua como consultor em uma empresa de transportes (fixo) e divide seu tempo entre a Pharlog Transportes e a M.Care Consultoria.

Possui hoje a disponibilidade de atuar como farmacêutico RT por uma empresa, desde que agregue questões relacionadas ao seu currículo.

Contatos: (11) 982719939/ ricamurca@yahoo.com.br 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Boas vindas


Olá, seja bem vindo de volta ao meu BLOG - O BLOG DO MURÇA.
Decidi retomar minhas atividades de Blogueiro, agora na condição de empresário, empreendedor e de alguém que vem desenvolvendo um trabalho pessoal sobre a área de Transporte de Medicamentos e Produtos para a Área da Saúde.
Como sabem, esta é uma antiga atividade que desenvolvo, já remontando mais de doze anos, e que me causa enorme prazer.
Nestes anos já ajudei muitos empresários, fui consultor de algumas dezenas de empresas, estudei muito, fiz muitas amizades e parcerias e, agora, resolvi empreender.
Apresento a vocês a PHARLOG:


Boas vindas!
Olá, você está na Pharlog e o convidamos para conhecer mais de nossa empresa.
A Pharlog é uma empresa de transportes rodoviários de cargas e logística  que já nasceu com a Marca da Qualidade e os Padrões da Indústria Farmacêutica Mundial. Isso não quer dizer que somos uma empresa inacessível, pelo contrário.
Entramos no mercado com o propósito de apoiar as micro e pequenas empresas a se desenvolverem, realizando transportes com excelente custo benefício e que, com toda certeza, cabe no orçamento da maioria dos micro empresários.
Realizamos transportes para os mais diversos segmentos e aliamos a experiência adquirida na indústria farmacêutica e a qualidade exigida neste segmento para oferecer aos nossos clientes serviços versáteis, otimizados e personalizados.
Devido à nossa origem, a Farmácia (pharmakôn – daí vem o nosso nome), somos especializados no Transporte de Produtos da Área da Saúde, o que inclui os medicamentos (popularmente conhecidos como remédios), os produtos para a saúde (produtos médicos, para medicina, hospitais, clínicas, laboratórios, para pacientes com necessidades especiais, exames e muito mais), os cosméticos (vai de produtos de higiene diária, os perfumes até os cremes mais elaborados), alimentos e saneantes.
Contando com profissionais que atuaram há mais de dez anos com Logística, Armazenagem, Distribuição, Transportes e Regulação nos segmentos da linha branca, automotiva, papelaria e promocional, promocional farmacêutico e da saúde, a Pharlog traz consigo os seguintes princípios:

MISSÃO
Atuar em parceria com o mercado oferecendo soluções de transporte e logística personalizados, com qualidade e confiança.
VISÃO
Ser um dos grandes operadores logísticos e multimodais do mercado, em especial no segmento de saúde e farmacêutico.
VALORES
A Ética norteando todas as nossas ações;
A Honestidade como base de relacionamento com nossos clientes;

A Qualidade, sustentando a busca pela excelência;

PHARLOG - Transportes e Logística www.pharlog.com.br 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Proibição da venda de anorexígenos: Decisão técnica pode ter viés político

Há anos farmacêuticos e médicos correm, juntos, em busca de uma solução para a diminuição ou proibição da venda e uso indiscriminado dos anorexígenos, conhecidos como inibidores de apetite.
São várias as marcas, laboratórios e indústrias que atuam no mercado brasileiro e que, anualmente, faturam milhões, senão bilhões, com estes medicamentos.
Analisando a proposta da Anvisa, o histórico de lutas, o histórico de outros países, os benefícios e malefícios que estes medicamentos trazem à população usuária minha opinião é simples: Os anorexígenos estão no mercado para gerar mais prescrições médicas, mais consultas médicas, mais ganhos para a indústria farmacêutica, mais usuários viciados e dependentes e menos saúde. É uma questão simples de se analisar, mas que será difícil por esbarrar em simples interesses econômicos, ou seja, os anorexígenos dão muita grana!
Retornando à análise técnica, acredito ser louvável, inteligente e corajosa a proposta do Dr. Dirceu Barbano, Diretor Presidente interino da Anvisa, de retirar e proibir estes produtos no mercado nacional.
Temos o direito e a soberania de proibir, nos moldes de países desenvolvidos, e que buscam ofertar saúde de qualidade à população, o uso de produtos que somente sobrevivem por representarem interesses puramente econômicos.
Por outro lado, percebo, no íntimo do movimento político da saúde, a movimentação de forças que, se não armaram esta - arapuca - política para desgastar o atual Presidente da Anvisa, no mínimo traíram seus valores e crenças que, falsamente, os colocaram no poder.
Dirceu Barbano é um profissional técnico e político da maior competência e conhecimento na área de medicamentos, construiu sua carreira como representante da categoria farmacêutica com valores nobres e política social que acredita em um Sistema de Saúde honesto e efetivo, de profissionais que devem proteger, com base em conhecimentos técnicos, a saúde da população.
No entanto, o nosso nobre colega, parece o - macaquinho do jogo quebra gelo - que está sobre uma plataforma de peças frágeis, volúveis e que se mantém segundo a "temperatura" da política, do partido.

A história de Dirceu Barbano advém do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo que sempre foi a sua base de apoio, sempre o apoiou e foi construído conforme seus valores.
No entanto, principalmente nos últimos anos, Dirceu mostrou-se mais capaz do que os interesses entendem como viável. É a cabeça certa para comandar uma Agência que recebeu duros golpes em sua identidade nestes 8 anos que se passaram, uma agência que não conseguiu acompanhar o desenvolvimento tecnológico, que primou pela organização política e atuação voltada para interesses.

Percebo, em meu humilde entendimento, que uma decisão técnica de suma importância está sendo influenciada por interesses pequenos, políticos, financeiros e que visam acabar de vez com a saúde da população.

Surpreso fiquei com o posicionamento dos Conselhos de Farmácia e, de certa forma, com o posicionamento de uma corrente da categoria médica.

Não posso julgar o posicionamento de um usuário, da população, pois sabemos que são vítimas da empurroterapia da indústria farmacêutica nacional. Mas posso me sentir ofendido pelo posicionamento de órgãos que visam proteger a saúde e simplesmente protegem seus próprios interesses.

Quem será o próximo Presidente da Anvisa?
Quem serão os próximos Presidentes dos Conselhos Regionais?
Qual partido está por trás disso tudo?
Quem está rifando a saúde da população?

A resposta está no seu voto, em sua consciência e na sua atuação ou omissão enquanto cidadão e profissional.

Grande abraço a todos

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

SAÚDE PÚBLICA É PAUTA NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


A votação do Projeto de Lei que cria o Programa Municipal de Assistência Farmacêutico em São José dos Campos foi adiada para a próxima quinta-feira, 18/11. O PL seria votado em 11/11 na Câmara Municipal, no entanto, os vereadores decidiram por transferir para a próxima sessão.
Muitos farmacêuticos estiveram presentes na Câmara Municipal de São José dos Campos e região para mostrar às autoridades a necessidade de incluir definitivamente o farmacêutico na rede pública de saúde. Para o diretor regional do CRF-SP em São José dos Campos, dr. André Luis dos Santos, que ao lado da Comissão Assessora de Saúde Pública da Seccional, foi um dos incentivadores do PL, há grandes chances de obter a vitória. “Tudo depende da mobilização e participação de todos”.
O CRF-SP, por meio da Seccional de São José dos Campos, convida a todos os farmacêuticos da cidade e região a comparecer à Sessão na Câmara Municipal e participar deste momento tão importante que poderá interferir diretamente na qualificação do atendimento em saúde no município.
Farmacêutico, compareça. É hora de mudar a realidade do município.

67ª Sessão Ordinária
Local: Câmara Municipal de São José dos Campos
Rua: Desembargador Francisco Murilo Pinto, 33 - Vila Santa Luzia
Data: 18/11/2010 (quinta-feira)
Horário: 17h50
Audiência Pública
Em maio deste ano, o CRF-SP contribuiu com duas audiências públicas que discutiram a necessidade da assistência farmacêutica no município. Na época, o vereador Wagner Balieiro (PT/SP) apresentou um anteprojeto, fruto de uma proposta encaminhada pelo CRF-SP, que busca instituir o programa municipal de assistência farmacêutica e estabelecer seus princípios.
O diretor tesoureiro dr. Pedro Menegasso representou a diretoria do CRF-SP e, na época, enfatizou a importância da aprovação do anteprojeto. “É vergonhoso aceitar que os usuários do sistema público não possam contar com a orientação e a atenção de um farmacêutico. Hoje temos 90% de assistência farmacêutica na rede privada e apenas 35% na pública. Essa contradição não pode perdurar”.
Dr. André Luis dos Santos e os membros da Comissão Assessora de Saúde Pública do CRF-SP também participaram das audiências e estão mobilizando os profissionais da região.
Durante uma das audiências, a vereadora dra. Angela Guadagnin (PT/SP), presidente da Comissão de Legislação Participativa, falou sobre a amplitude da proposta. “Os responsáveis precisam entender que a gestão da saúde deve ser interdisciplinar. Sabemos da importância do farmacêutico em todas as fases que envolvem medicamentos, desde a aquisição até a dispensação, para garantir segurança ao paciente e a efetividade dos serviços de saúde”.


FONTE: CRF SP

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS VOTA HOJE PROJETO QUE CRIA O PROGRAMA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

HOJE, DIA 11/ 11/ 2010  os Ilústres Vereadores de São José dos Campos, uma das mais importantes cidades do Estado de São Paulo, votam o projeto que cria o Programa Municipal de Assistência Farmacêutica.
O projeto que teve como liderança o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo e é apoiado pelo Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo - Sinfar é o resultado de um processo de negociação pautado na vontade política de progresso e desenvolvimento da cidade.

Garantir ao Cidadão Joseense o acesso ao medicamento, sendo este medicamento um produto de qualidade, armazenado de forma correta, dispensado de forma consciente e para a pessoa correta é papel prioritário dos municípios de todo o Brasil.

O profissional farmacêutico no SUS garante apoio nos processos de licitação, compra, estudos de economia e qualidade dos medicamentos e ações voltadas à prevenção de doenças, padronização de listas de acesso e distribuição, busca de recursos junto ao Ministério da Saúde e Secretaria Estadual, além da criação de programas que visem diminuir a intoxicação por medicamentos em âmbito regional.

As Políticas de Assistência Farmacêutica já estão consolidadas nas principais cidades do país, pequenos municípios já possuem profissionais em suas unidades básicas de saúde e, em alguns casos, o número de profissionais é de 1,2 para cada Unidade Básica, vistos os benefícios trazidos pelo profissional.

Programas de prevenção, palestras, cursos de capacitação e a participação em equipes multidisciplinares são alguns dos benefícios da presença do profissional no SUS.

Cidadão, participe desta sessão, hoje, ás 17:50h, na Câmara Municipal de São José dos Campos.

Ricardo Murça
Diretor Regional do Sinfar em São José dos Campos

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Poucas e boas sobre o Congresso Paulista de Farmacêuticos 2010 – CRF SP

Poucas e boas sobre o Congresso Paulista de Farmacêuticos 2010 – CRF SP

Por Ricardo Murça, com publicação independente.

         - Não via um Congresso tão animado assim há anos!
         Esta foi a impressão de um importante colega, farmacêutico, da velha guarda na tarde de domingo, o que não era nenhuma mentira.
         Neste ano fiquei no estande do Sinfar, no ano passado não pude participar por estar fora do Estado e no ano retrasado fui como visitante e no retrasado fui como estudante. Bem, lembro destas 3 edições, me perdoem.
         Resolvi escrever sobre esta edição por que percebi algo importante no Congresso que foi o Profissionalismo com que o congresso foi tratado. Erros e acertos foram tratados de forma a construir a próxima edição e o que saiu bom certamente será tratado de forma a virar ótimo. Percebi esta evolução da antepenúltima para esta edição.
         A evolução técnica foi evidente, muito graças á comissão que compôs a base científica do congresso. Ouvi poucos se queixando da qualidade das palestras ou uma ou outro comentário sobre temas que ainda são difíceis de serem tratados. Ainda não vi perfeição nesta terra e seria demais sobrar isso de uma estrutura tão complexa.
         O tema do congresso foi bom, mas não percebi um envolvimento das entidades, convidados e participantes. O Brasil ainda está aquém do pensamento sustentável e acredito que em 2 ou 3 edições o CRF poderá repetir a dose com a mesma proposta e maior envolvimento.

         Voltando o estudo mais para o lado que atuei, o Sinfar acertou na formulação de sua estratégia e, junto com o CRF, está de parabéns. Primeiro por que está muito claro para os farmacêuticos o papel de cada entidade e em segundo por que consegui perceber que a tensão superficial que eu notava há tempos atrás acabou. Percebi duas entidades trabalhando por um objetivo comum.
         Os profissionais mais experientes e com mais tempo de bancada perceberam e pararam para conversar conosco, no estande do Sinfar sobre este assunto. Estavam contentes por conseguir distinguir cada uma das entidades e seus papéis e ao mesmo tempo sabiam que os dois trabalham por um só objetivo: O Farmacêutico e a Farmácia.
         Neste contexto, o Sinfar foi direto ao encontro dos anseios dos profissionais, resultado de uma pesquisa realizada há 4 anos, com o fortalecimento dos benefícios, ofertas, produtos, serviços e de suprir as necessidades da categoria, através do Departamento Assistencial e da Bolsa de Empregos, tendo em mente que ainda pode e vai melhorar muito e que estamos aquém do que a categoria merece.
“Neste congresso lançamos o Turismo do Trabalhador, em parceria com o Ministério do Turismo e Banstur, que oferecerá a real oportunidade do profissional farmacêutico tirar férias com sua família e ter acesso ao turismo”, dis Glicério Diniz Maia, Diretor Assistencial do Sinfar. Além disso, Glicério diz que o Sinfar trouxe ao Congresso Paulista ofertas realmente interessantes ao Farmacêutico, como planos de saúde diferenciados, o Farmaempreg que está sendo reestruturado, seguros e um guia de serviços com muitas vantagens.
A categoria está percebendo que na economia que vivemos a estrutura que dispomos no Sindicato é essencial para a negociação salarial e estar junto do Sindicato é necessário. Estar junto do Sindicato e ainda tendo vantagens é ainda melhor e mais vantajoso.
Eu, Ricardo, por exemplo, tenho uma necessidade oftálmica em que necessito realizar a revisão e troca de minhas lentes de óculos semestralmente. Uso o oftalmologista 2 vezes ao ano, ao custo de R$ 15,00 a consulta normal e R$ 50,00 a completa com exame de fundo de olho. Nos óculos eu tenho 20% a 30% de desconto nas lentes e 15% na armação. Só no primeiro semestre já pago a anuidade do Sindicato que é de R$ 60,00. Em 2008 viajei com a minha esposa para uma pousada em Ilhabela que é conveniada com o Sindicato e deixei de gastar R$ 170,00, que usei para um passeio de Jipe na Ilha. Pra mim vale a pena!
         Para terminar de falar do Sinfar eu percebo que poderia ser interessante que a categoria desse um voto de confiança para esta Diretoria e procurasse o Sindicato como um investimento de médio prazo. Esperar um milagre pra já é como fazer a dança da chuva, pode ocorrer por coincidência. Mas acredito no projeto para um médio prazo e o meu médio prazo é de 3 a 5 anos. Farmacêutico, associe-se ao Sinfar!
        
         Falei tanto de tudo e precisei lembrar que o que faz um congresso bom ou ruim é a categoria. E que categoria! Composta por cerca de 65% de mulheres, a Farmácia brasileira é um exemplo de profissão. Os homens presentes sentem-se contemplados por uma atmosfera de coragem, de luta e sucesso. Cito aqui 3 mulheres próximas e que, para mim, são exemplos que servirão para futuras gerações: Gilda, minha amiga Gildinha do Sinfar, por quem tenho carinho e um grande amor, Raquel, Presidente do CRF SP, que lidera a entidade com perseverança e, eu acredito, com amor, e minha esposa, Marcela, uma profissional que superou as dificuldades da profissão e hoje exerce uma tarefa difícil, pouco reconhecida, mas de extrema responsabilidade. Farmacêuticas brasileiras, sintam-se reconhecidas.
        
         Quanto aos homens, devemos reconhecer que por anos lideraram e contribuíram, continuando contribuindo sobremaneira, com nossa profissão. Encontrei ícones como Marcio Fonseca, Marco Aurélio Pereira, Dirceu Raposo, Paulo Paes, Jaldo de Souza Santos e outros colegas próximos e que são de uma nova geração de líderes, como Rodnei, Bruno, Clayton, Rogério e Glicério. Perdoem-me aqueles que não tenho maior relação e não citei. Sintam-se contemplados pelo reconhecimento.

         Memória curta: Vocês sabiam que a maior parte dos profissionais citados, presidentes e líderes foram formados, iniciaram-se ou foram diretores do Sindicato? Bem, aos que não sabiam, é conhecimento, aos que já sabiam, refresco a memória e àqueles que esqueceram, lembrem-se!

         A profissão, em meu ponto de vista, passou por grandes transformações. Quando conheci a farmácia, através de um amigo da família, a profissão era de poucos, de muitos que assinavam. Comecei a trabalhar em uma rede com 16 anos, fui auxiliar, caixa e balconista. Trabalhei com uma grande profissional, Dra. Miriam Dias Masch, em Santos. Afastei-me para estudar, estudei, estudei farmácia, militei como estudante no MEF, Centro Acadêmico, Atlética e EREFAR SP.
         Durante os estudos acompanhei o debate das diretrizes curriculares, do profissional presente na farmácia, assistência integral, a efetivação da Anvisa, o Genérico, o Similar, a mudança da indústria, a Globalização e Mercantilização do Ensino, da Saúde e o Medicamento sendo tratado como mercadoria. Quase senti na pele a alteração do currículo de farmácia. Da entrada na faculdade até hoje são 10 anos de intensa atividade junto à profissão.
         Entrei na Associação e depois no Sindicato, fiz parte da Comissão de Ética no CRF SP. Fui vidraça, mas já fui pedra também. Critico quando há necessidade, participo do processo de construção e reconheço quando há de ser reconhecido. Sou politizado.
         Hoje, soam ruídos de melhora nesta imensa sinfonia farmacêutica. Acredito ainda que necessitaremos destilar a profissão como fazem os advogados, só que de uma forma mais humana, que não puna diretamente a ponta e sim que qualifiquemos a educação como um todo. Vivemos uma educação de pirâmide invertida, saturou, chega!
         Nossa fórmula, colegas, é simples. Participação! Tem que participar do CRF, do Sindicato, da sua Associação. Aos colegas que não gostam da Política, reconheçam que ela é necessária, politizem-se (saibam o que é, interem-se), e apóiem, ajudem aos que sabem e gostam e cobrem, fiscalizem seus representantes. Participando das entidades vocês ajudam com recursos aqueles que gostam de lutar pela profissão.
         Parem de reclamar se fazer nada, é preciso agir. Na nossa vida, profissão e em tudo o que fazemos 10% é o que acontece sem que tenhamos culpa, sem que queiramos ou sem que tenhamos interagido para que estes 10% tenham acontecido, os outros 90% são as nossas atitudes e tudo o mais o que podemos fazer para reagir aos 10%. A atitude é maior do que tudo.

         O artigo, vocês bem notaram, foi uma conversa, um discurso, um conto, um bate papo. Preferia uma mesa repleta de colegas para tratarmos disso e sei que em breve terei este prazer.
         Estou no Sinfar, ainda sem dia e data definidos para ser encontrado lá dentro, mas estarei inaugurando e criando a Diretoria Regional de São José dos Campos e já conclamo os colegas, profissionais, farmacêuticos proprietários a juntarem-se a nós lá no Vale do Paraíba, com a Associação, o CRF SP na sua Diretoria Regional com o colega André (ótimas referências), com quem desejo conversar e ajudar a fortalecer a região.
        
Um grande abraço a todos!

Ricardo Murça

        

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Entendendo o que é Logística e Transporte de Produtos Farmacêuticos

Entendendo o que é Logística e Transporte de Produtos Farmacêuticos

Por Ricardo Murça

Todos os dias somos bombardeados por uma gama de informações, mudanças de legislação, novas exigências, multas, fiscalizações e normas que mal sabemos que existem. Tudo para deixar o empresário perdido.
Pequenas e médias empresas, em geral, sofrem mais com a falta de informação e são as que mais carecem ou solicitam a ajuda de profissionais com conhecimentos na área.

            O Assunto de Hoje é o Transporte e Logística de Produtos Farmacêuticos, os quais contemplam os Medicamentos, as Drogas (lícitas e controladas), os Insumos Farmacêuticos, os Cosméticos, Produtos de Higiene, Perfumes, Acessórios e Equipamentos Médico-hospitalares e para a saúde e os Saneantes Domissanitários (uma espécie de produtos para a limpeza de estabelecimentos de saúde).
            A regulação desta atividade já é conhecida no meio profissional há muito tempo e também já é realizada, de forma discreta, há mais de 20 anos. Nos últimos 10 anos os CRF’s e a Anvisa vêm cobrando as Boas Práticas dos empresários e empresas que prestam estes serviços o que vem gerando certa revolta, muitas vezes causadas por desconhecimento.
            Por este motivo resolvi escrever este pequeno artigo que visa elucidar, junto com alguns outros presentes em minha página ou BLOG’s que mantenho.

            Primeiramente gosto de dividir os assuntos e elucidar de modo correto os enquadramentos:
  • Transporte: Consiste em levar os produtos de um ponto ao outro, sem armazenamento, sem parada, sem entrepostagem, sem picking. As Vigilâncias Sanitárias já têm conhecimento destas definições logísticas e estão mais atentas;
  • Armazenamento: Não inclui o transporte e é somente a atividade de armazenar e movimentar os produtos dentro do galpão, incluindo atividades de cross-doking e picking;
  • Logística: É um tipo de atividade que inclui tudo isso. O operador logístico pode transportar, armazenar e distribuir os produtos, manipular, executar o cross docking, o picking e outras atividades pertinentes. Pode incluir todos os tipos de modais do transporte, pode estar localizado em uma zona portuária ou não;

Para o CRF SP, uma empresa que possui em seu contrato social a atividade de logística, deverá manter um profissional farmacêutico por todo o período de funcionamento.
Caso o contrato tenha atividades de transporte, mesmo com armazenamento, a empresa poderá manter o profissional por 20 horas semanais.

No contexto da Anvisa, não existe, ainda, um assunto, um peticionamento ou uma licença para empresas de Logística. Neste caso, segundo a Res. 222 de 2006, a empresa deverá enquadrar-se como empresa Armazenadora e solicitar ampliação de atividades.

O medicamento e os demais produtos farmacêuticos no contexto comercial

            No início de 2004 me lembro que muito se debatia e se comparava da seguinte maneira:
“Se para transportar medicamento eu preciso de farmacêutico, então para transportar tijolo eu preciso de um engenheiro”
            Parando para analisar uma caixa de sabão em pó e uma caixa de medicamento as duas são caixas, indiscutivelmente. E se formos argumentar, como fica? Piora.
            Por isso, vou explicar o que é medicamento, como é obtido e poderemos estender o entendimento para os demais produtos farmacêuticos.

  • Medicamento é um produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.
    pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento
  • substância utilizada para sanar uma doença ou atenuar seus efeitos; tudo aquilo que pode ser usado para resolver ou minorar um problema, uma situação complicada
    pt.wiktionary.org/wiki/medicamento
  • “Toda a substância ou composição com propriedades curativas ou preventivas das doenças ou dos seus sintomas, do Homem ou do animal, com vista a estabelecer um diagnóstico médico ou a restaurar, corrigir ou modificar as funções orgânicas.” (Dec.- lei 72/91 de 8 Fevereiro)
    wikilusa.com/wiki/Farmacologia
  • Preparação farmacêutica contendo um ou mais fármacos, destinado ao tratamento, prevenção, diagnóstico, correção ou modificação das funções orgânicas.
    www.kahost.com.br/blog/archives/10.

Eu, Ricardo, particularmente gosto mais desta descrita abaixo e entendo que é a mais aceita e ensinada no Brasil:

A Farmacopéia brasileira dá a seguinte definição: "produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É uma forma farmacêutica terminada que contém o fármaco, geralmente em associação com adjuvantes farmacotécnicos." (Resolução RDC, nº84/02). 

            Falando de forma bem profissional, como farmacêutico, dentro daquela caixinha de papelão existe um produto que tem as seguintes características:
  • É destinado à saúde, ao consumo humano, à recuperação da saúde e tratamento de doenças;
  • É obtido, em geral, após uma ou duas décadas de estudos, envolve bilhões em investimentos de pesquisa e segurança;
  • Envolve o maior arsenal de legislações, boas práticas e técnicas de produção;
  • Envolve, no mínimo, uma centena de profissionais para a produção de um produto básico, como uma Dipirona;
  • É produzido em ambientes extremamente controlados, estéreis e constantemente vigiados e fiscalizados.

Bem, eu cansei de falar dos medicamentos e digo que, grosso modo, não tem o mesmo modo de produção de um tijolo. Ou tem?
Trata-se de uma atividade especializada.
            Hoje sou empresário e farmacêutico e ainda não consigo comparar. Transporto peças automotivas e medicamentos e consigo discernir matematicamente, em meu faturamento, o contexto de cada um em minhas atividades.

            O Farmacêutico é ponto pacificado neste contexto. Vejo o Conselho de Farmácia batendo firme na cobrança da presença dos profissionais nos estabelecimentos e transportadoras e dou meu apoio, com ressalvas. Digo com ressalvas por que o processo de responsabilidade ainda está engessado. A atividade de transportes e logística é dinâmica, exige a presença do profissional onde está a carga, onde ocorre a operação, no cliente, nos órgãos fiscalizadores e ainda é exigida a presença do profissional, sentado em uma cadeira, atrás de uma mesa.
            Tecnicamente, o profissional tem se mostrado dinâmico e está atuando na gestão de documentos, na área comercial, com apoio ao Marketing, nos setores de qualidade implantando e coordenando processos e nos regulatórios da empresa. Muitos colegas estão atuando diretamente no operacional e em atividades de administração e gerência. É um profissional que se paga.

Aspectos financeiros e comerciais  
            Comercialmente, ambas as atividades tem um crescimento estimado em torno de 43% ao ano, para pequenas e médias e superior a 60% para as grandes. Isso por que grandes operadores, em geral, tem a capacidade de absorver maiores contas e agregar atividades, ao passo que os menores optam por situações menos complexas.
            Existe um nicho gigantesco de atuação e milhares de portas aguardando por um representante. Vale a pena!
            Existe também um lado obscuro desta atividade, mais prostituído e ainda não sanado.
            O fabricante, segundo as Boas Práticas de Fabricação, deve qualificar seus prestadores de serviços. Logo seu transportador é qualificado, certo? Sim, mas não é bem assim que funciona.
            Para uma boa atividade, um bom serviço e uma qualidade neste transporte, são envolvidos gastos que encarecem o frete. Os grandes repassam os gastos o que encarece o custo de produção, o custo ao consumidor e, consequentemente, a margem de lucro e margem de negociação com distribuidores e varejistas. É um ciclo do capitalismo.
            Neste contexto, qualifica-se o Distribuidor que ficar com a maior parte, o Transportador que transportar a carne mais nobre e o operador que ficar com a mercadoria mais visada, podendo ser dois ou três de cada tipo. Mas e a poeira disso tudo? E o micro distribuidor, o micro transportador... São qualificados? A resposta é não e é isso que precisamos combater por um mercado mais justo.
            Identificamos, aqui, até mesmo os empresários que possuem as licenças emprestando licenças, terceirizando os serviços com empresas não licenciadas. É simplesmente antagônico.

Licenciamento
            O licenciamento é simples, pode ser feito por um farmacêutico contratado ou por uma empresa de consultoria. Eu, não por ser dono de uma empresa de consultoria, indico que se faça com empresas conhecidas e especializadas. Indico a M.Care (www.mcare.com.br), e reconheço que existem outras boas no mercado.
            Esta fase implica em um investimento, onde contrataremos o farmacêutico, um consultor e o custo com licenças. É uma moedinha num mercado altamente promissor.
Conheça mais detalhes sobre o licenciamento em www.mcare.com.br ou entre em contato: contato@mcare.com.br

Particularidades técnicas das atividades
            Confira no próximo artigo!

Grande abraço

Ricardo Murça
M.Care Consultoria
Anvisa & Assuntos Regulatórios