sexta-feira, 3 de setembro de 2010

SUCESSO NOS SETORES DE LOGÍSTICA FARMACÊUTICA E TRANSPORTE DEPENDE DE UNIÃO ENTRE EMPRESAS E PROFISSIONAIS.

Não é de hoje que a M.Care vem percebendo, através do contato com empresas e profissionais, que o setor está reagindo contra os mal empresários e amadores do setor de transporte.
Um bom exemplo é a união das idéias de empresas sérias e seus profissionais e empresas de consultoria para rastrear empresas que operam sem licenças, empresas e indústrias de todos os portes que mantém em seu quadro empresas não qualificadas e as entidades fiscalizadoras.
Outro bom exemplo é o compromisso de empresas de transporte e logística em não realizar os chamados – contratos de gaveta – realizados com estabelecimentos que necessitam do transporte e utilizam parte do transporte qualificado e parte sem qualificação.
Para a M.Care (www.mcare.com.br) existem alguns pontos importantes que ainda impedem que o transporte de produtos farmacêuticos no Brasil seja qualificado, visto que até mesmo empresas que se dizem respeitáveis e de ponta, abrem exceções quando surge um apelo comercial. Dentre estes pontos, citamos:

  • Promiscuidade do setor com foco somente nos lucros, o que inclui as grandes corporações;
  • Submissão do departamento técnico ao comercial;
  • Promiscuidade técnico profissional;
  • Ausência de uma legislação específica para a atividade;
  • Prevalência do modal rodoviário;
  • Ausência dos conhecimentos de qualidade por empresas e profissionais responsáveis técnicos;
  • Fiscalização ineficiente:
    • Portos e aeroportos;
    • Barreiras rodoviárias eficientes com fiscalização sanitária;
    • Vigilâncias sanitárias capacitadas;
    • Baixos salários aos profissionais qualificados;
    • União das ações de fiscalização entre Conselhos Profissionais, Sindicatos e Autoridades Sanitárias;

Ao contrário do que acreditam alguns empresários, as fiscalizações são de extrema validade para o sucesso de seu empreendimento e de seus investimentos na área farmacêutica. É através do fortalecimento da fiscalização que empresas sólidas e comprometidas poderão, de fato, qualificar o mercado e se consolidarem como lideres.
A legislação específica para as atividades farmacêuticas já está sendo discutida nos bastidores do setor de transporte e cresce com a adesão de empresas que têm como foco qualificarem-se para esta importante e lucrativa atividade.
Nossa Consultoria observa um mercado que vai se desenvolver e se modificar ainda mais nos próximos 8 anos, auxiliado com as ações de saúde, vigilância sanitária e epidemiológica para a Copa do Mundo, a evidência do Brasil na mídia e a aparição de empresas de qualidade com suas marcas em importantes empreendimentos. A estimativa é de um crescimento de aproximadamente 180% no setor para o próximo período.

Ricardo Murça
Farmacêutico Especialista
Logística Farmacêutica e Transportes

M.CARE CONSULTORIA ANVISA

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Comunicação: Falando demais - o impacto que você não mede

Comunicação: o impacto que você não mede

Por Ricardo Murça


Introdução

No comportamento humano e no desenvolvimento pessoal, poucas coisas são tão subestimadas quanto o impacto da comunicação.

Na vida real, não é o que você diz que define o resultado.
É o que o outro recebe.

E essa diferença, muitas vezes, é onde começam os problemas.


O que está por trás disso

Existe uma ilusão comum: a de que intenção basta.

Que, se você quis dizer algo positivo, isso deveria ser suficiente.

Não é.

Com o tempo, fui percebendo algo incômodo: não era a falta de razão que gerava conflito, mas a forma como ela era apresentada.

Palavras podem proteger, defender, esclarecer.
Mas também podem pressionar, invadir e desorganizar.

E, muitas vezes, tudo isso acontece na mesma conversa.

Sem perceber, o tom pesa mais que o conteúdo.
A forma ultrapassa o limite.
E o efeito escapa do controle.


O erro mais comum

O erro não está em se posicionar.

Está em não considerar o impacto.

Quando alguém diz “eu falei a verdade”, geralmente está olhando apenas para o conteúdo — ignorando o contexto, o momento e a forma.

Mas comunicação não é descarga de informação.
É construção de entendimento.

E entendimento exige ajuste.

Se o outro se fecha, se retrai ou reage, há um dado ali.
Não sobre ele — sobre a interação.

Insistir na própria razão, nesse ponto, não resolve.
Só amplia o ruído.


O que fazer na prática

Comunicar bem exige mais do que clareza.
Exige responsabilidade.

Antes de falar, vale perguntar: isso organiza ou desorganiza?

Durante a conversa: o outro está acompanhando ou se defendendo?

Depois: o efeito foi o esperado — ou preciso rever a forma?

Isso não significa suavizar tudo ou evitar conflito.

Significa não terceirizar o impacto.

Ajustar tom, ritmo, intensidade.
Saber quando avançar e quando parar.

Porque comunicação não é sobre vencer.
É sobre conseguir chegar.


Conclusão

Há um ponto difícil de aceitar: intenção não corrige efeito.

Você pode querer ajudar e gerar afastamento.
Pode querer defender e provocar reação.

E, se isso acontece, não adianta explicar melhor.
É preciso comunicar diferente.

No fim, não é sobre falar mais ou menos.

É sobre falar com consciência do que se produz.

Porque, em qualquer relação,
o que sustenta não é o que você quis dizer —
é o que ficou.


Esse é o tipo de reflexão que orienta o trabalho do Instituto Ricardo Murça, com foco em desenvolvimento humano baseado em psicologia, comportamento e vida real.